ENTRE O PRESCRITO E O VIVIDO: APROPRIAÇÕES DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA NO CEFET-MG SEGUNDO A MEMÓRIA DE SEUS EX-PROFESSORES (1971-2004)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29918Palavras-chave:
Educação Profissional e Tecnológica. História Oral. CEFET-MG. Políticas Educacionais. Memória Docente.Resumo
O artigo analisa as apropriações e os impactos das políticas de Educação Profissional e Tecnológica no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) entre os anos de 1971 e 2004. Utilizando a metodologia da História Oral, o estudo fundamenta-se nas memórias de cinco ex-docentes da instituição para investigar a tensão constante entre a "norma prescrita" pelas legislações de Estado e a "norma vivida" no cotidiano escolar. A narrativa histórica é dividida em três eixos centrais: a profissionalização compulsória e o viés tecnicista impulsionado pela Teoria do Capital Humano durante a ditadura civil-militar (Lei nº 5.692/71); o processo de redemocratização na década de 1980, caracterizado pela fundação de representações de classe (ASCEFET e ADCEFET-MG) e pelas disputas curriculares para a inclusão das Ciências Humanas; e a resistência docente contra o desmonte do ensino integrado promovido pelas diretrizes neoliberais do governo Fernando Henrique Cardoso (Decreto nº 2.208/97). Conclui-se que a atual consolidação do Ensino Médio Integrado e da politecnia na instituição não é um mero desdobramento legal, mas o resultado direto da agência histórica, da adaptação e da resistência política de seus educadores em defesa da formação humana integral.
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