IMPACTOS DA FISIOTERAPIA PÉLVICA EM MULHERES TRANSGÊNERO SUBMETIDAS À CIRURGIA DE AFIRMAÇÃO DE GÊNERO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31729Palavras-chave:
Modalidades de fisioterapia, Pessoas transgênero, Cirurgia de readequação de gêneroResumo
Esse artigo buscou analisar os impactos da fisioterapia pélvica em mulheres transgênero submetidas à cirurgia de afirmação de gênero, considerando desfechos como função do assoalho pélvico, sintomas urinários, função sexual e manutenção do canal neovaginal. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, estruturada pela estratégia PICO e conduzida conforme as recomendações PRISMA, com buscas realizadas nas bases PEDro, LILACS e PubMed entre Julho a Setembro de 2026. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, foram selecionados 7 estudos publicados entre 2018 e 2026. Os resultados evidenciaram que a disfunção do assoalho pélvico é frequente já no período pré-operatório e que intervenções como cinesioterapia, eletroestimulação, biofeedback, terapia manual e dilatação vaginal promoveram a melhora da força muscular, a redução de sintomas urinários e da dispareunia, além de sucesso na dilatação vaginal, especialmente quando individualizadas e iniciadas precocemente. Estudos que aplicaram a fisioterapia de forma rotineira e não individualizada não apresentaram diferenças significativas em relação ao grupo controle. Conclui-se que a fisioterapia pélvica desempenha papel relevante na reabilitação funcional de mulheres transgênero no processo transexualizador, sendo fundamental a avaliação criteriosa e a individualização da conduta terapêutica.
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