TECNOLOGIAS, PODER E EDUCAÇÃO: O LETRAMENTO DIGITAL COMO ARENA DE DISPUTA HEGEMÔNICA E CAPITAL CULTURAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31430Palavras-chave:
Letramento digital, Hegemonia, Capital culturalResumo
A digitalização crescente da sociedade intensifica desigualdades educacionais e sociais, especialmente no acesso e uso crítico das tecnologias. Este artigo analisa o letramento digital como prática social e dimensão formativa atravessada por disputas hegemônicas, articulando-o às categorias de capital cultural (Bourdieu) e hegemonia (Gramsci). Fundamentado no materialismo histórico-dialético, o estudo tem como corpus a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018) e busca compreender como a lógica neoliberal se expressa em suas formulações, especialmente na competência geral sobre cultura digital. A análise documental, organizada em três categorias (instrumentalização das tecnologias, dimensão crítica e equidade digital), é cotejada com o Complemento à BNCC – Computação (2022) como contraponto. Os resultados apontam que a BNCC reduz o letramento digital a um conjunto de habilidades técnicas, sem contemplar a dimensão crítica e social do uso das tecnologias. Conclui-se pela necessidade de uma abordagem curricular crítica e emancipadora, que assegure equidade digital e promova a cidadania no contexto escolar.
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