POLÍTICAS PÚBLICAS DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES: IMPLICAÇÕES PARA A GESTÃO PEDAGÓGICA NO CONTEXTO DA POLÍTICA EDUCACIONAL, PLANEJAMENTO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31414Palavras-chave:
Formação continuada, Política educacional, Gestão pedagógica, Planejamento educacional, Desenvolvimento profissional docenteResumo
Este artigo analisa as políticas públicas de formação continuada de professores e suas implicações para a gestão pedagógica, considerando a articulação entre política educacional, planejamento e gestão da educação. Parte-se do entendimento de que a formação continuada constitui direito profissional, estratégia de valorização docente e componente da capacidade institucional das redes e escolas para planejar, acompanhar e qualificar os processos de ensino e aprendizagem. Metodologicamente, desenvolveu-se pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental, com análise de legislação educacional e de estudos publicados entre 2020 e 2026, além de trabalhos de referência sobre formação e trabalho docente. A discussão foi organizada em categorias relativas aos marcos normativos, ao desenvolvimento profissional, à gestão pedagógica, às condições institucionais e às tensões gerencialistas. Os resultados indicam que políticas formativas produzem efeitos mais consistentes quando vinculadas às necessidades reais das escolas, ao tempo de trabalho coletivo, à carreira, à participação docente e ao planejamento educacional. Em sentido contrário, ações fragmentadas, prescritivas ou orientadas exclusivamente por desempenho tendem a reduzir a autonomia e a capacidade reflexiva dos profissionais. Conclui-se que a gestão pedagógica exerce papel decisivo na mediação entre diretrizes sistêmicas e contextos escolares, devendo transformar a formação continuada em processo permanente, colaborativo, contextualizado e acompanhado por condições objetivas de trabalho.
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