DESAFIOS PARA A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM DIANTE DA BAIXA ADESÃO AO RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31192Palavras-chave:
Câncer do colo do útero, Rastreamento, Enfermagem, Atenção Primária à Saúde, AdesãoResumo
Introdução: O câncer do colo do útero constitui importante problema de saúde pública, sendo a prevenção e a detecção precoce diretamente relacionadas à efetividade do rastreamento e à adesão da população. Objetivo: Refletir sobre os desafios da atuação da enfermagem diante dos fatores individuais, socioculturais e organizacionais que interferem na adesão ao rastreamento do câncer do colo do útero. Metodologia: Estudo teórico-reflexivo, fundamentado em publicações científicas e documentos oficiais, com buscas nas bases SciELO e LILACS, por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), e no Google Acadêmico, de forma complementar. A análise foi organizada em cinco eixos: fatores individuais, socioculturais, barreiras nos serviços de saúde, transição para o teste de DNA-HPV e estratégias de atuação da enfermagem. Resultados e discussão: A baixa adesão apresentou caráter multifatorial, relacionada a limitações no conhecimento, medo, vergonha, crenças, experiências anteriores, condições socioeconômicas e dificuldades de acesso e organização dos serviços. Destacou-se a atuação da enfermagem na educação em saúde, acolhimento, escuta qualificada, busca ativa, orientação e acompanhamento. Conclusão: A redução das barreiras ao rastreamento requer abordagem ampliada e articulação entre profissionais e gestão, fortalecendo o papel da enfermagem na ampliação do acesso, adesão e continuidade do cuidado.
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