RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA E CRÍTICA DA COBERTURA, ADESÃO AO EXAME CITOPATOLÓGICO E EFETIVIDADE DAS PRÁTICAS MULTIPROFISSIONAIS NA REDUÇÃO DE INIQUIDADES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26742Palavras-chave:
Câncer do colo do útero. Atenção Primária à Saúde. Rastreamento.Resumo
O câncer de colo de útero continua sendo um dos principais desafios de saúde pública para as mulheres, especialmente em países em desenvolvimento, onde contribui significativamente para altas taxas de morbimortalidade feminina. Embora tenha potencial para prevenção e cura quando diagnosticado precocemente, ainda há grandes desafios em relação à cobertura do rastreamento e à adesão das mulheres ao exame citopatológico. O objetivo deste estudo foi avaliar o rastreamento do câncer de colo de útero na Atenção Primária à Saúde (APS), com foco nos aspectos epidemiológicos ligados à cobertura do exame preventivo. Esta é uma revisão integrativa da literatura, através de pesquisas nas bases SciELO, PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e documentos oficiais do Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer (INCA) com estudos do período de 2020 a 2025. Os resultados mostraram que a baixa adesão ao exame preventivo é diretamente afetada por fatores socioeconômicos, culturais e estruturais. Notou-se que iniciativas multiprofissionais realizadas na APS, como educação em saúde, busca ativa e acolhimento humanizado, têm impacto na ampliação da cobertura para rastreamento e diagnóstico precoce. Fortalecer a APS e adotar estratégias de rastreamento organizadas são medidas fundamentais para reduzir as desigualdades e melhorar a saúde das mulheres.
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