IMPACTOS DO ISOLAMENTO SOCIAL NO CÉREBRO NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 E NO PERÍODO PÓS PANDÊMICO (2020-2025)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31154Palavras-chave:
Afastamento social, SARS-CoV-2, Neuroplasticidade, CogniçãoResumo
Introdução: A pandemia da COVID-19 levou à adoção de medidas como distanciamento social, quarentena e lockdown, reduzindo significativamente as interações sociais e modificando a rotina da população. Essas mudanças despertaram interesse sobre possíveis repercussões no funcionamento cerebral, especialmente em aspectos cognitivos, estruturais e funcionais. Objetivos: Analisar as evidências científicas sobre os impactos do isolamento social no cérebro durante a pandemia de COVID-19 e no período pós-pandêmico, entre 2020 e 2025, com ênfase nas alterações estruturais, funcionais e cognitivas e em sua possível persistência ou recuperação. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e analítico, com estudos publicados entre 2020 e 2025, identificados nas bases MEDLINE/PubMed, LILACS, SciELO, Scopus e Web of Science. Foram incluídos estudos originais em seres humanos, publicados em português, inglês ou espanhol, que avaliaram repercussões cerebrais, cognitivas ou neurobiológicas relacionadas ao isolamento social no contexto da pandemia. Resultados e discussão: Os estudos identificaram associações entre o período de restrição social e alterações em memória, atenção, aprendizagem, tomada de decisão e funcionamento cognitivo, com maior vulnerabilidade observada entre idosos. Também foram descritas alterações estruturais e funcionais em diferentes regiões cerebrais e modificações na conectividade entre redes neurais. Parte dessas alterações apresentou recuperação após a flexibilização das restrições, enquanto algumas mudanças estruturais permaneceram detectáveis. Entretanto, a interpretação dos resultados exige cautela, devido à influência simultânea de fatores como estresse, alterações do sono, redução da atividade física, mudanças socioeconômicas e outros aspectos relacionados à pandemia. Conclusão: O isolamento social esteve associado a repercussões cognitivas, estruturais e funcionais no cérebro, variáveis conforme a idade e as características da exposição. Os achados destacam a importância das interações sociais para a saúde cerebral e a necessidade de estudos longitudinais que esclareçam a persistência e a reversibilidade dessas alterações.
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