BARREIRAS AO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO BRASIL: UMA REVISÃO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.28298Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista. Diagnóstico Precoce; Atenção Primária à Saúde; Epidemiologia; Saúde Pública.Resumo
Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. O diagnóstico precoce constitui um dos principais fatores associados à melhora dos desfechos cognitivos, comportamentais e adaptativos, favorecendo intervenções mais eficazes e melhor prognóstico. Entretanto, apesar dos avanços científicos observados nas últimas décadas, persistem desafios significativos relacionados à identificação precoce do transtorno no Brasil. Objetivo: Identificar e analisar as principais deficiências que dificultam o diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista no Brasil e seus impactos sobre o acesso oportuno à intervenção multidisciplinar. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, transversal, descritivo e comparativo, com abordagem quantitativa, baseado na análise de dados secundários provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), do Mapa do Autismo do Brasil (MAB) e de estudos científicos indexados na literatura. Resultados e Discussão: A análise dos dados evidenciou discrepâncias entre as estimativas de prevalência do TEA observadas em diferentes bases de dados, sugerindo a possibilidade de subdiagnóstico e atraso diagnóstico no contexto brasileiro. Entre os principais fatores associados a essa realidade destacam-se a insuficiente capacitação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde para o reconhecimento dos sinais precoces do transtorno, a distribuição desigual dos serviços especializados no território nacional, as barreiras socioeconômicas que dificultam o acesso ao cuidado e a limitada implementação de protocolos sistemáticos de rastreamento do desenvolvimento infantil. Esses fatores contribuem para a identificação tardia dos casos e, consequentemente, para o atraso no início das intervenções terapêuticas. Conclusão: Conclui-se que o fortalecimento das políticas públicas voltadas à detecção precoce do TEA, à qualificação dos profissionais de saúde e à ampliação da rede de atenção especializada é fundamental para reduzir os impactos decorrentes do atraso diagnóstico. A implementação de estratégias sistemáticas de rastreamento do desenvolvimento infantil e a ampliação do acesso aos serviços especializados podem contribuir para um diagnóstico mais oportuno e melhores desfechos para indivíduos com TEA.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY