BARREIRAS AO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO BRASIL: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Autores

  • Lucélia Nogueira Alves Universidade Afya
  • Herbert Pina Silva Freire Universidade Afya
  • Amanda Santos Alves Freire Universidade Afya

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.28298

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista. Diagnóstico Precoce; Atenção Primária à Saúde; Epidemiologia; Saúde Pública.

Resumo

Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. O diagnóstico precoce constitui um dos principais fatores associados à melhora dos desfechos cognitivos, comportamentais e adaptativos, favorecendo intervenções mais eficazes e melhor prognóstico. Entretanto, apesar dos avanços científicos observados nas últimas décadas, persistem desafios significativos relacionados à identificação precoce do transtorno no Brasil. Objetivo: Identificar e analisar as principais deficiências que dificultam o diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista no Brasil e seus impactos sobre o acesso oportuno à intervenção multidisciplinar. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, transversal, descritivo e comparativo, com abordagem quantitativa, baseado na análise de dados secundários provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), do Mapa do Autismo do Brasil (MAB) e de estudos científicos indexados na literatura. Resultados e Discussão: A análise dos dados evidenciou discrepâncias entre as estimativas de prevalência do TEA observadas em diferentes bases de dados, sugerindo a possibilidade de subdiagnóstico e atraso diagnóstico no contexto brasileiro. Entre os principais fatores associados a essa realidade destacam-se a insuficiente capacitação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde para o reconhecimento dos sinais precoces do transtorno, a distribuição desigual dos serviços especializados no território nacional, as barreiras socioeconômicas que dificultam o acesso ao cuidado e a limitada implementação de protocolos sistemáticos de rastreamento do desenvolvimento infantil. Esses fatores contribuem para a identificação tardia dos casos e, consequentemente, para o atraso no início das intervenções terapêuticas. Conclusão: Conclui-se que o fortalecimento das políticas públicas voltadas à detecção precoce do TEA, à qualificação dos profissionais de saúde e à ampliação da rede de atenção especializada é fundamental para reduzir os impactos decorrentes do atraso diagnóstico. A implementação de estratégias sistemáticas de rastreamento do desenvolvimento infantil e a ampliação do acesso aos serviços especializados podem contribuir para um diagnóstico mais oportuno e melhores desfechos para indivíduos com TEA.

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Biografia do Autor

Lucélia Nogueira Alves, Universidade Afya

Discente do curso Medicina na Universidade Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna, Bahia.

Herbert Pina Silva Freire, Universidade Afya

Docente. Coorientador. Medicina na Universidade Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna, Bahia.

Amanda Santos Alves Freire, Universidade Afya

Docente. Orientadora. Medicina na Universidade Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna, Bahia.

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Publicado

2026-06-17

Como Citar

Alves, L. N., Freire, H. P. S., & Freire, A. S. A. (2026). BARREIRAS AO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO BRASIL: UMA REVISÃO DA LITERATURA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(6), 1–9. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.28298