ESCLEROSE MÚLTIPLA: UMA REVISÃO SOBRE ASPECTOS CLÍNICOS, TRATAMENTO E QUALIDADE DE VIDA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27159Palavras-chave:
Doença desmielinizante do sistema nervoso central. Cuidados. Saúde com qualidade.Resumo
Introdução: A Esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica, autoimune e desmielinizante do sistema nervoso central, caracterizada por degeneração axonal e manifestações clínicas heterogêneas. A condição afeta predominantemente adultos jovens e pode comprometer significativamente a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes, ocasionando repercussões físicas, cognitivas, emocionais e sociais. Objetivo: Analisar de forma integrada os aspectos clínicos da esclerose múltipla, as principais abordagens terapêuticas disponíveis e seus impactos na qualidade de vida dos pacientes. Materiais e Métodos: Trata- se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde. Foram utilizados descritores controlados dos vocabulários MeSH e DeCS, combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR. Incluíram-se artigos publicados entre 2015 e 2026, disponíveis na íntegra nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem manifestações clínicas, tratamento e qualidade de vida em pacientes com esclerose múltipla. Resultados: Inicialmente, foram identificados 864 estudos. Após aplicação dos critérios de elegibilidade e leitura completa dos textos, 10 artigos compuseram a amostra final da revisão. Os estudos evidenciaram que as principais manifestações clínicas incluem alterações motoras, déficits visuais, fadiga, dor e comprometimento cognitivo. Em relação ao tratamento, observou-se avanço nas terapias modificadoras da doença, especialmente com imunomoduladores e imunossupressores, capazes de reduzir surtos e retardar a progressão clínica. Além disso, verificaram-se impactos significativos na qualidade de vida, incluindo ansiedade, depressão, limitações funcionais e desigualdades no acesso ao tratamento. Conclusão: Conclui-se que a esclerose múltipla exige abordagem multidisciplinar e acompanhamento contínuo, considerando não apenas o controle clínico da doença, mas também seus impactos psicossociais. O diagnóstico precoce, a adesão terapêutica e o suporte multiprofissional são fundamentais para melhorar os desfechos clínicos e a qualidade de vida dos pacientes.
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