BURNOUT EM ESTUDANTES DE MEDICINA: FATORES CONTRIBUINTES E IMPACTOS NA FORMAÇÃO MÉDICA – UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.25026Palavras-chave:
Suporte Psicológico. Esgotamento Emocional. Saúde Mental.Resumo
Esse artigo buscou estudar acerca da Síndrome de Burnout, a qual é caracterizada por esgotamento emocional, despersonalização e sensação de baixa realização profissional, sendo frequentemente observada em contextos laborais de alta exigência. No curso de medicina, a prevalência do transtorno é crescente, afetando estudantes expostos a intensas cargas acadêmicas, pressão por desempenho e vivências emocionais significativas. Este estudo tem como objetivo analisar a prevalência do Burnout entre estudantes de medicina, identificar os principais fatores contribuintes e discutir suas repercussões na formação e futura atuação profissional. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com buscas realizadas nas bases PubMed, SciELO e Google Scholar, utilizando descritores controlados, no intervalo de 2021 a 2025. Os resultados apontam que fatores como carga horária excessiva, cultura de competitividade, perfeccionismo, privação de sono e ausência de suporte psicológico institucional são determinantes na gênese do Burnout. Além disso, estudantes afetados frequentemente apresentam queda no rendimento acadêmico, dificuldades relacionais e sintomas depressivos, que podem se estender para a vida profissional. A revisão revela ainda uma carência de estratégias preventivas efetivas adotadas pelas instituições de ensino. Conclui-se que a promoção da saúde mental no ambiente acadêmico, o estímulo ao equilíbrio entre vida pessoal e estudos, e a implementação de políticas institucionais de acolhimento e prevenção são fundamentais para a formação de médicos mais saudáveis, empáticos e preparados emocionalmente. Novos estudos voltados à eficácia de intervenções específicas são urgentes e necessários.
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