RACISMO ESTRUTURAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DESAFIOS DA FORMAÇÃO DOCENTE E A URGÊNCIA DO LETRAMENTO RACIAL

Autores

  • Lillian Valéria Tavares Nunes de Oliveira Universidade Estadual de Maringá image/svg+xml
  • Marivânia Conceição de Araujo Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31147

Palavras-chave:

Racismo Estrutural, Educação Infantil, Formação Docente

Resumo

Esse artigo buscou analisar a reprodução do racismo estrutural na Educação Infantil e os desafios enfrentados pela formação docente na implementação da Lei nº 10.639/2003. A metodologia consistiu em uma pesquisa qualitativa do tipo revisão bibliográfica narrativa e documental, sem coleta empírica, com busca em bases acadêmicas utilizando descritores como "Racismo Estrutural" e "Educação Infantil". Os dados foram submetidos à análise temática, examinando documentos normativos, relatos bibliográficos sobre práticas pedagógicas cotidianas e a influência dos materiais didáticos na manutenção da hegemonia eurocêntrica. Os principais resultados evidenciam que o racismo se materializa no ambiente escolar por meio da invisibilidade de referenciais identitários negros, do silêncio institucional perante atitudes discriminatórias e da persistência de um currículo que subalterniza a história e a cultura afro-brasileira. Constatou-se, ainda, que a grave deficiência na formação inicial e continuada dos professores atua como o maior obstáculo para a efetivação de uma práxis decolonial. O estudo conclui que a superação desse cenário excludente exige a adoção urgente do letramento racial crítico como eixo estruturante da prática pedagógica. Somente mediante uma formação docente rigorosa, que desconstrua a branquitude acrítica e promova intencionalmente a pluralidade étnico-racial, será possível transformar a escola em um território de emancipação e equidade material e simbólica para todas as crianças.

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Biografia do Autor

  • Lillian Valéria Tavares Nunes de Oliveira, Universidade Estadual de Maringá

    Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Paranaense (2004), Pedagogia pelo Instituto Superior de Educação Alvorada Plus (2015) e graduação em Educação Física pela pelo Centro Universitário Unifatecie (2023). Especialização em Educação e Gestão Ambiental pela Faculdade Iguaçu, (2005), especialização em Educação Especial: Atendimento às necessidades especiais pela Faculdade Integrada do vale do Ivaí(2010) e especialização em Gestão e Organização Escolar pela Faculdade Integrada do Vale do Ivaí (2012).Atualmente é Vice-Diretora na Escola Municipal Armando João Bateloqui. 

  • Marivânia Conceição de Araujo, Universidade Estadual de Maringá

    Doutora em Sociologia pela UNESP/Araraquara (2004) e Mestre em Ciências Sociais (CPDA) pela UFRRJ (1997). É professora associada na Universidade Estadual de Maringá (UEM), atuando no Departamento de Ciências Sociais (DCS) e nos Programas de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PGC) e Políticas Públicas (PPP). Com sólida trajetória na Antropologia Urbana, coordena o Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-brasileiros (NEIAB/UEM). Sua produção intelectual e docente foca em relações raciais, educação antirracista, cotas e a presença da população negra em Maringá. É membro da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). 

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Publicado

2026-10-20

Como Citar

Oliveira, L. T. N. de, & Araujo, M. C. de. (2026). RACISMO ESTRUTURAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DESAFIOS DA FORMAÇÃO DOCENTE E A URGÊNCIA DO LETRAMENTO RACIAL. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(10), 1-17. https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31147

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