USO DE REDES SOCIAIS E VULNERABILIDADE EMOCIONAL NA ADOLESCÊNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30953Palavras-chave:
Adolescência, Redes sociais, Saúde mental, Vulnerabilidade emocional, Revisão integrativaResumo
O uso de redes sociais integra o cotidiano dos adolescentes e tem sido relacionado a diferentes indicadores de saúde mental, embora a literatura apresente resultados heterogêneos quanto à magnitude, à direção e aos mecanismos dessas associações. Este estudo teve como objetivo apresentar as associações descritas entre diferentes padrões de uso de redes sociais e indicadores de saúde mental na adolescência, considerando fatores de risco, proteção, mediação e moderação. Realizou-se revisão integrativa orientada pelo PRISMA 2020 e PRISMA-S, com buscas estruturadas em PubMed, SciELO e LILACS/BVS, complementadas por busca de sensibilidade etária e atualização temporal no PubMed. Após deduplicação, 8.132 publicações únicas foram triadas; 907 seguiram para elegibilidade, 417 foram incluídas e 415 receberam avaliação crítica por instrumentos JBI. A síntese temática mostrou maior concentração de estudos em depressão, ansiedade e sofrimento psicológico, seguida de imagem corporal e autoestima, sono, solidão e suporte, bem-estar e mecanismos sociocognitivos. As associações desfavoráveis foram mais consistentes quando havia uso problemático, comparação social, dependência de validação, FoMO, preocupação com aparência, experiências negativas entre pares e interferência no sono. Estudos longitudinais e experimentais também apresentaram efeitos pequenos, nulos, bidirecionais ou compatíveis com causalidade reversa. Conclui-se que a relação entre redes sociais e vulnerabilidade emocional é heterogênea e dependente do contexto, não sendo adequadamente explicada apenas pelo tempo de uso.
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