A INFLUÊNCIA DO USO EXCESSIVO DE REDES SOCIAIS NA PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS DE ANSIEDADE EM ADOLESCENTES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29474Palavras-chave:
Redes Sociais. Ansiedade. Adolescente. Saúde Mental. Comportamento Aditivo.Resumo
Introdução: A onipresença das plataformas digitais redefiniu as interações sociais, porém, o uso problemático dessas ferramentas tem sido associado ao desenvolvimento de comprometimentos psicopatológicos em adolescentes. Objetivo: Analisar as evidências científicas publicadas entre 2019 e 2026 sobre o impacto do uso problemático de redes sociais no desenvolvimento e agravamento de sintomas de ansiedade em adolescentes. Metodologia: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, SciELO e BVS, utilizando descritores controlados (DeCS/MeSH) e operadores booleanos. Foram selecionadas 22 referências, incluindo revisões sistemáticas, meta-análises e estudos qualitativos publicados no recorte temporal estabelecido. Resultados e Discussão: Os achados indicam uma correlação positiva entre o tempo de tela e níveis de ansiedade, mediada por fatores como a "ansiedade de aparência social", comparação social e privação do sono. O uso problemático revelou-se um preditor de adoecimento mais forte do que o tempo de exposição isolado. Fatores contextuais, como o isolamento na pandemia de COVID-19 e a exposição à discriminação racial online, agravaram a vulnerabilidade emocional. Conclusão: A relação entre mídias sociais e ansiedade é multifatorial e exige intervenções que superem a simples restrição de tempo. É fundamental promover a literacia digital e o fortalecimento da autorregulação para preservar o desenvolvimento biopsicossocial juvenil na era digital.
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