SAÚDE MENTAL E INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO: LIMITES E POSSIBILIDADES PARA USUÁRIOS DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

Autores

  • Ismael Santos Araújo UNIFAVENI
  • Inalda Câmara do Carmo
  • Paulina Santos Mendonça
  • Samara Milena Mendes da Silva
  • Eline Igreja da Silva Azevedo
  • Leonisia Pereira de Sousa
  • Valéria Sá Alves do Espirito Santo

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30611

Palavras-chave:

Rede de Atenção Psicossocial, saúde mental, trabalho, precarização, inclusão social

Resumo

Introdução: A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) tem como um de seus principais objetivos promover a inclusão social de pessoas em sofrimento psíquico, sendo o trabalho compreendido como elemento fundamental nesse processo. No entanto, a inserção desses sujeitos no mercado de trabalho ocorre, muitas vezes, de forma limitada e marcada por condições precárias. Objetivo: Analisar, por meio de uma revisão bibliográfica sistemática, a realidade do acesso ao mercado de trabalho por usuários da RAPS, considerando as tensões entre inclusão, precarização e as permanências de estruturas sociais desiguais, a partir de uma perspectiva anticolonial. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica sistemática, com buscas realizadas nas bases SciELO, PubMed e Portal de Periódicos CAPES, no período de 2020 a 2025. Foram selecionados artigos completos em língua portuguesa, organizados e analisados de acordo com os objetivos da pesquisa. Resultados e Discussões: Os estudos analisados evidenciam que, embora existam iniciativas voltadas à inserção laboral, estas se desenvolvem em um contexto marcado por desigualdades estruturais, estigmatização e exigências do mercado de trabalho que dificultam a permanência desses sujeitos em atividades laborais. Observa-se ainda que estratégias como oficinas e projetos coletivos contribuem para a inclusão social, mas nem sempre garantem condições dignas e estáveis de trabalho. A literatura aponta que a inclusão pelo trabalho não pode ser compreendida apenas como acesso a atividades produtivas, sendo necessário considerar as condições concretas em que essa inserção ocorre, bem como as relações sociais e econômicas que estruturam o mundo do trabalho. Conclusão: Conclui-se que a inserção de usuários da RAPS no mercado de trabalho ocorre em meio a contradições, exigindo a articulação de políticas públicas e a construção de estratégias que garantam não apenas o acesso ao trabalho, mas condições dignas, autonomia e participação social efetiva.

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Biografia do Autor

  • Ismael Santos Araújo, UNIFAVENI

    Docente do Centro Universitário - UNIFAVENI e Bacharelando em Psicologia. 

  • Inalda Câmara do Carmo

    Bacharelana em Psicologia.

  • Paulina Santos Mendonça

    Bacharelanda em Psicologia.

  • Samara Milena Mendes da Silva

    Bacharelanda em Psicologia

  • Eline Igreja da Silva Azevedo

    Bacharelanda em Psicologia.

  • Leonisia Pereira de Sousa

    Bacharelanda em Psicologia. 

  • Valéria Sá Alves do Espirito Santo

    Bacharelanda em Psicologia. 

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Publicado

2026-10-14

Como Citar

Araújo, I. S., Carmo, I. C. do, Mendonça, P. S., Silva, S. M. M. da, Azevedo, E. I. da S., Sousa, L. P. de, & Santo, V. S. A. do E. (2026). SAÚDE MENTAL E INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO: LIMITES E POSSIBILIDADES PARA USUÁRIOS DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(10), 1-18. https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30611