ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA E CRITÉRIOS TERAPÊUTICOS NO TRATAMENTO DE FRATURAS MANDIBULARES EM URGÊNCIAS HOSPITALARES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30602Palavras-chave:
Fraturas Mandibulares, Osteossíntese, Tratamento Conservador, Traumatologia BucalResumo
A mandíbula apresenta elevada suscetibilidade a traumas no esqueleto facial, exigindo critérios claros para a escolha terapêutica. Analisar os fatores epidemiológicos, clínicos, anatômicos e biomecânicos associados à indicação de osteossíntese em comparação ao tratamento conservador nas fraturas mandibulares. Revisão integrativa pautada na estratégia PICO, com busca nas bases PubMed, EMBASE, Scopus, Web of Science e BVS (2020–2026). Selecionaram-se 9 estudos (3.840 pacientes), com prevalência de homens jovens (78,5%) e agressões interpessoais (41,2%). O corpo (31,4%), ângulo (27,8%) e condilo (24,1%) foram as regiões mais acometidas. A osteossíntese (ORIF) foi indicada em 68,4% dos casos, associada a deslocamentos superiores a 2 mm, cominuição e má oclusão, dispensando o bloqueio maxilomandibular pós-operatório em 92,1% dos operados. O manejo conservador obteve 94,3% de sucesso em fraturas não deslocadas. Nas fraturas condilares de colo/base com desvio, a ORIF garantiu maior abertura bucal (42,1 mm vs. 35,4 mm), enquanto a conduta incruenta evitou anquilose nas lesões intracapsulares. As complicações cirúrgicas (11,4%) foram locais e contornáveis, enquanto falhas conservadoras (8,7%) geraram maloclusão residual. A conduta exige individualização: a ORIF é indicada para lesões instáveis e deslocadas, reservando-se o manejo conservador para fraturas alinhadas e intracapsulares.
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