ATIVAÇÃO IMUNOLÓGICA MATERNA E O RISCO DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA PROLE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Autores

  • Vanusa Freitas Carvalho de Paniagua UFC
  • Laenne Ágata Valentim UFMT
  • Maria Clea Marinho Lima JHU
  • Arthur Zortea Noleto  Fundação Oswaldo Cruz image/svg+xml
  • Renato Discacciati Faculdade de Medicina Sírio-Libanês
  • Lorena Gerarda Paniagua Freitas  UFPA
  • Kamilla Silva Luz UDABOL
  • Marina Lima Mello UNINOVE)

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29907

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista. Doenças Autoimunes. Atopia. Ativação Imunológica Materna. Gravidez.

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) possui uma etiologia complexa e multifatorial, na qual a hipótese da desregulação imunológica tem ganhado destaque como um pilar explicativo para o neurodesenvolvimento aberrante. Objetivo: Este estudo revisou sistematicamente as evidências científicas sobre a associação entre as condições imunológicas maternas (doenças autoimunes e condições atópicas) e o risco de desenvolvimento de TEA na prole. Métodos: Conduziu-se uma revisão sistemática baseada no protocolo PRISMA e estruturada pelo acrônimo PECO, abrangendo buscas nas bases MEDLINE, Embase, LILACS e Web of Science. Foram incluídos estudos observacionais comparativos (coorte e caso-controle), com avaliação de qualidade metodológica pela Escala de Newcastle-Ottawa e graduação da evidência pelo sistema GRADE. Resultados: Foram selecionados 33 estudos elegíveis, publicados entre 2004 e 2023. Os dados demonstraram uma associação positiva e consistente entre doenças autoimunes maternas e o aumento do risco de TEA, com correlações mais robustas para a Artrite Reumatoide e a Síndrome de Sjögren. As condições atópicas, como asma e alergias, apresentaram-se como fatores de risco críticos quando manifestadas ou tratadas especificamente durante o primeiro e o segundo trimestres de gestação. Observou-se uma vulnerabilidade diferencial de gênero, com risco marcadamente superior para a prole do sexo masculino. Os mecanismos biológicos propostos envolvem a transferência transplacentária de citocinas pró-inflamatórias e autoanticorpos IgG reativos ao cérebro fetal, culminando em ativação microglial prematura e danos à sinaptogênese. Conclusão: A ativação imunológica materna constitui um determinante relevante na patogênese do TEA. O manejo clínico rigoroso de condições inflamatórias e alérgicas durante a gravidez e a integração do histórico imunológico na vigilância pré-natal são estratégias fundamentais para a prevenção primária e o monitoramento do desenvolvimento infantil.

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Biografia do Autor

  • Vanusa Freitas Carvalho de Paniagua, UFC

    Especialista em Pediatria, Universidad Cristiana de Bolivia / Revalidada pela Universidade Federal Do Ceará (UFC).

  • Laenne Ágata Valentim, UFMT

    Especialista em Medicina de Família e Comunidade, Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).

  • Maria Clea Marinho Lima, JHU

    Especialista em Neurociência e Neuroimagem, Johns Hopkins University (JHU).

  • Arthur Zortea Noleto , Fundação Oswaldo Cruz

    Pós-graduado em Medicina de Família e Comunidade, Fundação Oswaldo Cruz.

  • Renato Discacciati, Faculdade de Medicina Sírio-Libanês

    Pós-graduando em Medicina Intensiva de Adultos, Faculdade de Medicina Sírio-Libanês.

  • Lorena Gerarda Paniagua Freitas , UFPA

    Graduada em Medicina, Revalidada pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

  • Kamilla Silva Luz, UDABOL

    Graduada em Medicina, Universidad De Aquino Bolivia (UDABOL).

  • Marina Lima Mello, UNINOVE)

    Graduada em Medicina, Universidade Nove de Julho (UNINOVE).

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Publicado

2026-09-01

Como Citar

Paniagua, V. F. C. de, Valentim, L. Á., Lima, M. C. M., Noleto , A. Z., Discacciati, R., Freitas , L. G. P., Luz, K. S., & Mello, M. L. (2026). ATIVAÇÃO IMUNOLÓGICA MATERNA E O RISCO DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA PROLE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(9), 1-22. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29907