PANORAMA DA CIRURGIA CARDIOVASCULAR DO HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL - 2019 A 2022, DEPOIS DA REATIVAÇÃO DO SERVIÇO EM 2019 E DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29547Palavras-chave:
Cirurgia cardiovascular. Revascularização do miocárdio. Infecção pós-operatória. Hipertensão arterial. COVID-19.Resumo
Este artigo analisou, de forma retrospectiva, o perfil demográfico, clínico e cirúrgico de 188 pacientes submetidos a cirurgias cardiovasculares no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) entre outubro de 2019 e dezembro de 2022, período que engloba a reativação do serviço e a pandemia de COVID-19. Os dados, extraídos de prontuários eletrônicos, foram tratados por meio de estatística descritiva e dos testes do qui-quadrado e de Mann-Whitney, com nível de significância de 5%. A amostra revelou predomínio do sexo masculino (64,4%), idade média de 58,5 anos entre os homens e alta prevalência de hipertensão arterial sistêmica (81,4%), dislipidemia (47,9%) e tabagismo (41,0%). A revascularização do miocárdio respondeu por 62,2% dos procedimentos, a taxa de reoperação foi de 6,4%, a incidência de infecção pós-operatória alcançou 27,6% e a mortalidade perioperatória situou-se em 1,6%, com tempo médio de internação de 41,5 dias. A infecção associou-se a internações significativamente mais longas (p = 0,0001). Conclui-se que, apesar da complexidade dos casos, os desfechos cirúrgicos mantiveram-se compatíveis com padrões internacionais, restando como prioridade o aprimoramento dos protocolos de controle de infecção e do manejo perioperatório.
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