ENTRE TEORIAS, LEIS E EXPERIMENTOS: A RELAÇÃO SABER-PODER DE FOUCAULT E A PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADES MASCULINAS EM LIVROS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS DA NATUREZA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29193Palavras-chave:
Ensino. Escola. Michel Foucault. Gênero.Resumo
Analisar a produção de masculinidades em livros didáticos de Ciências da Natureza é deparar-se diretamente com a relação saber-poder de Michel Foucault, uma vez que o poder produz saber e saber não pode dar-se fora das relações de poder. Para a análise, primeiramente, foi realizada uma leitura integral dos seis livros da coleção em busca de imagens de cientistas e, em um segundo momento, realizou-se um mapeamento dos sumários em busca de títulos com menção a nomes de homens. Como resultado, encontramos 6 imagens de cientistas masculinos e 11 femininas, já, nos sumários, identificamos 23 títulos todos com menção aos homens cientistas. Tais resultados, levam-nos a tensionar o papel do ensino de ciências na perpetuação de uma ciência masculina, pois por mais que as imagens de mulheres cientistas tenham se sobressaído em números, é tangente a presença do poder que produz saberes masculinos, soberanos, hegemônicos, legitimados e inscritos através de leis, teorias e experimentos.
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