MORTALIDADE POR DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS NO BRASIL: TENDÊNCIAS TEMPORAIS, MUDANÇAS NO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E DESIGUALDADES REGIONAIS, 2010–2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29134Palavras-chave:
Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Mortalidade. Desigualdades em Saúde.Resumo
Objetivo: Analisar a mortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, considerando tendências temporais, perfil epidemiológico, características sociodemográficas, local de ocorrência e desigualdades regionais, entre 2010 e 2024. Métodos: Estudo ecológico de série temporal, com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Incluíram-se óbitos por neoplasias, doenças circulatórias, doenças respiratórias crônicas e diabetes mellitus, conforme a CID-10. Os dados foram agrupados nos quinquênios 2010–2014, 2015–2019 e 2020–2024 e analisados por frequências absolutas, relativas e variação percentual. Resultados: Registraram-se 10.701.434 óbitos, com aumento de 21,24% entre o primeiro e o último quinquênio. As doenças circulatórias permaneceram predominantes, embora sua participação tenha diminuído de 51,94% para 49,30%. As neoplasias aumentaram de 29,02% para 30,78%, e o diabetes, de 8,85% para 9,52%. Os óbitos concentraram-se em homens, idosos, pessoas com baixa escolaridade e indivíduos casados ou viúvos. Houve maior participação de pretos e pardos, crescimento dos óbitos domiciliares e expansão proporcional nas regiões Norte e Centro-Oeste. Conclusão: A mortalidade por DCNT aumentou, com mudanças no perfil epidemiológico e persistência de desigualdades sociodemográficas e regionais em todo o território nacional durante o período analisado, reforçando a necessidade de prevenção integrada, diagnóstico precoce, cuidado longitudinal e redução das iniquidades.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY