MORTALIDADE POR DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS NO BRASIL: TENDÊNCIAS TEMPORAIS, MUDANÇAS NO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E DESIGUALDADES REGIONAIS, 2010–2024

Autores

  • Alana Coêlho Maciel Universidade Federal do Pará image/svg+xml
  • Renato Sarmento dos Reis Moreno UFGD
  • Thiago Emmanuel Araujo dos Santos Fiocruz
  • Ana Patricia Barros Camara Universidade Federal do Maranhão image/svg+xml
  • João Paulo Teixeira da Silva Universidade Federal do Rio Grande do Norte image/svg+xml
  • Silvana Dias Corrêa Carolino da Silva Universidade Federal da Grande Dourados image/svg+xml
  • Cristiany Pietro Dias das Chagas Porto Prefeitura Municipal de Vitória image/svg+xml
  • Thays Pereira Santos Universidade Alfredo Nasser
  • Diana Maria de Almeida Lopes Fiocruz
  • Rosiane Mendes Valente ILMD
  • Elanna Batista Barbosa Universidade Federal do Oeste do Pará image/svg+xml
  • Grazielli de Paula Pirovani Instituto Federal do Espírito Santo image/svg+xml
  • Marilane Vilela Marques Universidade Federal do Rio Grande do Norte image/svg+xml
  • Ana Edimilda Amador Universidade Federal do Rio Grande do Norte image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29134

Palavras-chave:

Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Mortalidade. Desigualdades em Saúde.

Resumo

Objetivo: Analisar a mortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, considerando tendências temporais, perfil epidemiológico, características sociodemográficas, local de ocorrência e desigualdades regionais, entre 2010 e 2024. Métodos: Estudo ecológico de série temporal, com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Incluíram-se óbitos por neoplasias, doenças circulatórias, doenças respiratórias crônicas e diabetes mellitus, conforme a CID-10. Os dados foram agrupados nos quinquênios 2010–2014, 2015–2019 e 2020–2024 e analisados por frequências absolutas, relativas e variação percentual. Resultados: Registraram-se 10.701.434 óbitos, com aumento de 21,24% entre o primeiro e o último quinquênio. As doenças circulatórias permaneceram predominantes, embora sua participação tenha diminuído de 51,94% para 49,30%. As neoplasias aumentaram de 29,02% para 30,78%, e o diabetes, de 8,85% para 9,52%. Os óbitos concentraram-se em homens, idosos, pessoas com baixa escolaridade e indivíduos casados ou viúvos. Houve maior participação de pretos e pardos, crescimento dos óbitos domiciliares e expansão proporcional nas regiões Norte e Centro-Oeste. Conclusão: A mortalidade por DCNT aumentou, com mudanças no perfil epidemiológico e persistência de desigualdades sociodemográficas e regionais em todo o território nacional durante o período analisado, reforçando a necessidade de prevenção integrada, diagnóstico precoce, cuidado longitudinal e redução das iniquidades.

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Biografia do Autor

  • Alana Coêlho Maciel, Universidade Federal do Pará

    Doutora em Ciências e Tecnologia de Alimentos, Universidade Federal do Pará.

  • Renato Sarmento dos Reis Moreno, UFGD

    Doutor em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste, Hospital Universitário do  HU BRASIL/UFGD.

  • Thiago Emmanuel Araujo dos Santos, Fiocruz

    Mestre em Saúde da Família. Fiocruz.

  • Ana Patricia Barros Camara, Universidade Federal do Maranhão

    Mestra em Saúde Coletiva. Universidade Federal do Maranhão.

  • João Paulo Teixeira da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    Mestre em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

  • Silvana Dias Corrêa Carolino da Silva, Universidade Federal da Grande Dourados

    Mestra em Saúde pública, Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados.

  • Cristiany Pietro Dias das Chagas Porto, Prefeitura Municipal de Vitória

    Especialista em Gestão de Risco em Emergências e Desastres em Saúde Pública, Programa Vigesastres, Prefeitura Municipal de Vitória. 

  • Thays Pereira Santos, Universidade Alfredo Nasser

    Especialista em saúde pública em ênfase em vigilância em saúde, Universidade Alfredo Nasser.

  • Diana Maria de Almeida Lopes, Fiocruz

    Doutora em farmacologia, Escola de saúde pública do Ceará- Fiocruz.

  • Rosiane Mendes Valente, ILMD

    Mestra em Saúde Pública, Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) - Fiocruz AM.

  • Elanna Batista Barbosa, Universidade Federal do Oeste do Pará

    Mestre em Ciências da Saúde/Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia Universidade Federal do Oeste do Pará. 

  • Grazielli de Paula Pirovani, Instituto Federal do Espírito Santo

    Mestra em Agroecologia, Instituto Federal do Espírito Santo. 

  • Marilane Vilela Marques, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    Mestra em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

  • Ana Edimilda Amador, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    Doutora em Demografia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 

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Publicado

2026-07-28

Como Citar

Maciel, A. C., Moreno, R. S. dos R., Santos, T. E. A. dos, Camara, A. P. B., Silva, J. P. T. da, Silva, S. D. C. C. da, Porto, C. P. D. das C., Santos, T. P., Lopes, D. M. de A., Valente, R. M., Barbosa, E. B., Pirovani, G. de P., Marques, M. V., & Amador, A. E. (2026). MORTALIDADE POR DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS NO BRASIL: TENDÊNCIAS TEMPORAIS, MUDANÇAS NO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E DESIGUALDADES REGIONAIS, 2010–2024. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(7), 1-16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29134

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