PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS PRINCIPAIS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS NO NORDESTE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.23863Palavras-chave:
Hospitalização. Mortalidade. Morbidade. Nordeste. Doenças não Transmissíveis.Resumo
Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) representam um grave problema de saúde pública no Brasil, sendo responsáveis por 72% das mortes, especialmente entre populações vulneráveis. Objetivo: Investigar o perfil epidemiológico das DCNTs no Nordeste do Brasil. Método: Realizou-se um estudo longitudinal quantitativo, utilizando dados do Ministério da Saúde entre 2014 e 2023, obtidos por meio do portal do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde e do aplicativo TABNET. As informações do Sistema de Informação Hospitalar e do Sistema de Informação sobre Mortalidade foram organizadas e analisadas no Microsoft Excel. Resultados: Entre 2014 e 2023, a região Nordeste registrou 2.041.652 internações por neoplasias, 430.750 por diabetes mellitus e 503.177 óbitos por DCNTs. Observou-se um aumento nas internações e mortes a partir de 2018. Identificou-se uma relação inversa entre as taxas de internação e mortalidade, mostrando que os estados que mais internaram possuíam uma menor mortalidade, evidenciou-se, também, que o Rio Grande do Norte e Pernambuco apresentaram as maiores taxas de internação, enquanto Paraíba e Piauí lideraram os índices de mortalidade em 2022. Conclusão: Os achados do Nordeste mostraram um aumento gradual nas taxas de internação e mortalidade, com destaque para neoplasias, diabetes e doenças hipertensivas, sugerindo a necessidade de melhorar a coleta de dados, investir em capacitação e fortalecer políticas públicas de prevenção.
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