MECANISMOS CARDIOPROTETORES DOS INIBIDORES DE SGLT2 NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: PARA ALÉM DO CONTROLE GLICÊMICO E DIURESE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29016Palavras-chave:
Inibidores do Cotransportador Sódio-Glicose 2. Insuficiência Cardíaca. Cardioproteção. Biomarcadores.Resumo
Objetivo: Investigar os mecanismos biomoleculares e metabólicos, como a inibição do trocador sódio-hidrogênio e a melhora da bioenergética, que explicam os benefícios clínicos dos inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (iSGLT2) na insuficiência cardíaca (IC), integrando os efeitos observados em pacientes com e sem diabetes melito tipo 2. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise, estruturada pelo acrônimo PECO e conduzida segundo o protocolo PRISMA, a diretriz MOOSE e as recomendações do Ministério da Saúde para estudos de prognóstico. A busca foi realizada nas bases PubMed, EMBASE e LILACS (janeiro/2010 a outubro/2021). Foram selecionados 11 ensaios clínicos randomizados (ECRs) controlados por placebo, totalizando uma amostra de 66.957 pacientes. As análises estatísticas utilizaram razões de risco (HR) com intervalo de confiança de 95% e modelo de efeitos aleatórios. Resultados: A classe dos iSGLT2 promoveu redução robusta e precoce no risco composto de morte cardiovascular e hospitalização por IC em todo o espectro da fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE). A magnitude da proteção cardiovascular foi virtualmente idêntica em indivíduos diabéticos e não diabéticos. Os mecanismos biomoleculares associados incluíram a inibição direta do trocador sódio-hidrogênio miocárdico (NHE1), restaurando a homeostase iônica celular e mitigando o estresse oxidativo. Observou-se melhora na oferta de oxigênio via estímulo da eritropoiese e atenuação do remodelamento cardíaco através da inibição da síntese de colágeno e ativação de vias de sobrevivência celular (AMPK e sirtuínas). Conclusão: Os inibidores de SGLT2 atuam como drogas modificadoras da trajetória da insuficiência cardíaca por meio de ações pleiotrópicas que transcendem o controle glicêmico e a diurese convencional. A integração cardiorrenal e os benefícios clínicos perenes em pacientes com ICFER e ICFEp sustentam sua recomendação como terapia fundamental de primeira linha nas diretrizes nacionais e internacionais.
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