INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO PRESERVADA: DIAGNÓSTICO SUBESTIMADO E AVANÇOS TERAPÊUTICOS RECENTES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30138Palavras-chave:
Insuficiência Cardíaca. Diagnóstico. Inibidores do Transportador 2 de Sódio-Glicose. Obesidade. Capacidade de Exercício.Resumo
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp) representa aproximadamente metade dos casos de insuficiência cardíaca, mas permanece frequentemente reconhecida tardiamente porque sintomas, biomarcadores e achados de repouso podem ser pouco específicos. O objetivo desta revisão narrativa crítica foi analisar as causas do subdiagnóstico, organizar a confirmação diagnóstica por nível de probabilidade e interpretar os avanços terapêuticos recentes sem extrapolar os desfechos demonstrados. Foram consultadas PubMed/MEDLINE, SciELO e LILACS, além de diretrizes, consensos e documentos regulatórios disponíveis até 2026. A síntese mostra que H2FPEF, HFA-PEFF e HFpEF-ABA são instrumentos complementares, e que probabilidades intermediárias ou discordantes exigem teste funcional, preferencialmente durante exercício. Diferenças relacionadas ao sexo, obesidade e peptídeos natriuréticos, bem como causas tratáveis como amiloidose por transtirretina, interferem no reconhecimento. Inibidores de SGLT2 apresentam a evidência mais consistente para reduzir piora e hospitalização; finerenona reduz eventos recorrentes, e semaglutida ou tirzepatida beneficiam sintomas e capacidade funcional no fenótipo associado à obesidade. A redução de mortalidade permanece incerta para a síndrome ampla. O maior ganho clínico depende de associar reconhecimento precoce, confirmação fisiológica e tratamento orientado pelo fenótipo dominante.
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