ÓXIDO NITROSO COMO ESTRATÉGIA TERAPÊUTICA EM PSIQUIATRIA: EVIDÊNCIAS EM DEPRESSÃO RESISTENTE E IMPLICAÇÕES NEUROBIOLÓGICAS

Autores

  • Cristiane del Corsso UFSCAR
  • Petrônio de Oliveira Brandão UNIR
  • Diego Fernando Matias Oliva UNIFESP
  • Guilherme Brêtas Guimarães UFF
  • Isadora Martinez Vilela Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais
  • Vinícius Bomfim Ferreira UFTM
  • Marcos Macarini Maag UniSul

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26312

Palavras-chave:

Óxido nitroso. Depressão resistente. Psiquiatria. Receptores NMDA. Neuroplasticidade.

Resumo

O óxido nitroso (N₂O) é um agente com longa trajetória na medicina e cujo interesse em psiquiatria foi recentemente renovado a partir dos avanços na compreensão da fisiopatologia da depressão, em especial do papel do sistema glutamatérgico e dos receptores NMDA. A depressão resistente ao tratamento constitui um importante desafio clínico, motivando a investigação de estratégias terapêuticas de ação rápida, contexto no qual o N₂O emerge como alternativa promissora. O objetivo desta revisão foi sintetizar criticamente as evidências clínicas e experimentais sobre o uso do óxido nitroso em psiquiatria, com ênfase na depressão resistente e em suas implicações neurobiológicas. Foi realizada uma revisão de literatura com busca sistemática em bases de dados internacionais entre 2000 e 2025, utilizando descritores relacionados ao óxido nitroso, psiquiatria, depressão resistente e mecanismos neurobiológicos, incluindo estudos clínicos, experimentais e revisões relevantes. Os achados indicam que o N₂O, administrado em doses subanestésicas, apresenta efeito antidepressivo rápido em pacientes com depressão resistente, com perfil de segurança globalmente favorável, embora com variabilidade na magnitude e duração da resposta. Os mecanismos envolvidos parecem ser multifatoriais, abrangendo modulação dos receptores NMDA e AMPA, aumento de fatores neurotróficos, alterações de conectividade cerebral e interações com múltiplos sistemas neurotransmissores, sugerindo efeitos mediados por processos de neuroplasticidade. Conclui-se que o óxido nitroso representa uma estratégia terapêutica promissora, porém ainda experimental, cujo papel definitivo na prática psiquiátrica depende de estudos futuros mais robustos e padronizados.

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Biografia do Autor

  • Cristiane del Corsso, UFSCAR

    Doutora em Fisiologia, Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

  • Petrônio de Oliveira Brandão, UNIR

    Especialista em Medicina de Família e Comunidade, Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

  • Diego Fernando Matias Oliva, UNIFESP

    Especialista em Psiquiatria, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

  • Guilherme Brêtas Guimarães, UFF

    Especialista em Psiquiatria, Universidade Federal Fluminense (UFF)

  • Isadora Martinez Vilela, Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais

    Graduada em Medicina, Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG).

  • Vinícius Bomfim Ferreira, UFTM

    Graduando em Medicina - Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).

  • Marcos Macarini Maag, UniSul

    Graduando em Medicina, UniSul – Pedra Branca.

     

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Publicado

2026-05-13

Como Citar

Corsso, C. del, Brandão, P. de O., Oliva, D. F. M., Guimarães, G. B., Vilela, I. M., Ferreira, V. B., & Maag, M. M. (2026). ÓXIDO NITROSO COMO ESTRATÉGIA TERAPÊUTICA EM PSIQUIATRIA: EVIDÊNCIAS EM DEPRESSÃO RESISTENTE E IMPLICAÇÕES NEUROBIOLÓGICAS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(5), 1-20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26312

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