INTEGRAÇÃO MOLECULAR E INOVAÇÃO TERAPÊUTICA: O PAPEL DA TERAPIA GÊNICA NO TRATAMENTO DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Autores

  • Cristiane Del Corsso UFSCAR
  • Luiz Farias Cantalixto de Melo Universidade do Estado do Amazonas image/svg+xml
  • Bruno Kavahara Yoshida Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos
  • Débora Farias Cantalixto de Melo Universidade do Estado do Amazonas image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24051

Palavras-chave:

Terapia gênica. Doenças cardiovasculares. Edição genômica. Angiogênese. CRISPR-Cas9.

Resumo

A terapia gênica representa uma das mais promissoras inovações biomédicas, permitindo a modulação direta de processos moleculares e celulares por meio da introdução de genes terapêuticos em células somáticas, com potencial para o tratamento de doenças cardiovasculares refratárias às terapias convencionais. Este estudo teve como objetivo revisar e integrar as evidências científicas recentes sobre a aplicação da terapia gênica nas doenças cardiovasculares, abordando seus mecanismos de ação, tipos de vetores e perspectivas clínicas. Foi realizada uma revisão narrativa e integrativa da literatura, com busca de artigos publicados entre 2019 e 2025 nas bases PubMed, Scopus, SciELO, e LILACS, utilizando descritores como “gene therapy”, “cardiovascular diseases” e “CRISPR-Cas9”, combinados por operadores booleanos. Os estudos analisados demonstram avanços significativos em vetores virais e técnicas de edição gênica, como os sistemas CRISPR-Cas9, com destaque para os adenovírus e vetores adenoassociados, que apresentam maior eficiência na entrega gênica e segurança aprimorada. As principais aplicações observadas incluem o tratamento da insuficiência cardíaca, hipertensão arterial e isquemia miocárdica, bem como a prevenção de reestenose e trombose por meio da modulação de genes vasodilatadores e angiogênicos, como SERCA2a, VEGF, FGF e eNOS. Apesar dos resultados experimentais encorajadores, os ensaios clínicos ainda enfrentam limitações quanto à estabilidade da expressão gênica, imunogenicidade e eficácia em larga escala. Conclui-se que a terapia gênica cardiovascular constitui uma fronteira em expansão na medicina de precisão, com potencial para transformar o manejo de diversas cardiopatias. No entanto, sua consolidação clínica depende do aprimoramento dos vetores, da redução de riscos imunológicos e da realização de estudos multicêntricos que validem sua segurança e aplicabilidade terapêutica.

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Biografia do Autor

  • Cristiane Del Corsso, UFSCAR

    Doutora em Fisiologia. Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

  • Luiz Farias Cantalixto de Melo, Universidade do Estado do Amazonas

    Graduado em Medicina, Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

  • Bruno Kavahara Yoshida, Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos

    Graduado em Medicina, Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos.

  • Débora Farias Cantalixto de Melo, Universidade do Estado do Amazonas

    Graduada em Medicina, Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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Publicado

2026-02-10

Como Citar

Corsso, C. D., Melo, L. F. C. de, Yoshida, B. K., & Melo, D. F. C. de. (2026). INTEGRAÇÃO MOLECULAR E INOVAÇÃO TERAPÊUTICA: O PAPEL DA TERAPIA GÊNICA NO TRATAMENTO DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(2), 1-19. https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24051

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