ABORDAGENS NEUROCIRÚRGICAS ABLATIVAS E TÉCNICAS DE NEUROMODULAÇÃO INVASIVA NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO REFRATÁRIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24303Palavras-chave:
Depressão Refratária. Neurocirurgia Funcional. Neuromodulação Invasiva. Estimulação Cerebral Profunda. Cingulotomia anterior.Resumo
A depressão refratária afeta aproximadamente 30% dos pacientes com transtornos depressivos, caracterizando uma condição resistente aos tratamentos convencionais e impactando significativamente a funcionalidade e a qualidade de vida. Diante desse cenário, abordagens neurocirúrgicas ablativas e técnicas de neuromodulação invasiva surgem como alternativas terapêuticas promissoras. Este estudo teve como objetivo revisar a literatura disponível sobre a eficácia, segurança e inovações dessas intervenções no tratamento da depressão refratária. A revisão foi conduzida de forma sistemática nas bases PubMed, Scopus, Web of Science e SciELO, utilizando operadores booleanos para combinar termos relacionados a depressão refratária e técnicas neurocirúrgicas, incluindo cingulotomia anterior, leucotomia límbica, capsulotomia anterior, estimulação cerebral profunda e estimulação do nervo vago. Foram incluídos estudos em inglês, ensaios clínicos, revisões sistemáticas e relatos de caso com dados clínicos relevantes, e excluídos artigos pediátricos, duplicados ou sem revisão por pares. Os achados demonstram que técnicas ablativas evoluíram de procedimentos invasivos para abordagens mais precisas e seguras, com taxas de resposta entre 40% e 51%, enquanto neuromodulação invasiva, incluindo estimulação cerebral profunda e invasiva do nervo vago, permite ajustes individualizados e reversibilidade, com respostas clínicas de 40% a 70%. A integração de neuroimagem avançada, conectividade funcional e tecnologias minimamente invasivas indica uma tendência de personalização do tratamento. Conclui-se que essas estratégias oferecem alternativas eficazes para pacientes com depressão refratária, sendo necessário expandir coortes, padronizar protocolos e explorar biomarcadores e conectoma cerebral para otimizar resultados terapêuticos.
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