ABORDAGENS NEUROCIRÚRGICAS ABLATIVAS E TÉCNICAS DE NEUROMODULAÇÃO INVASIVA NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO REFRATÁRIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Monica Montemor Bertazo USCS
  • Cristiane del Corsso UFSCAR
  • Jofman Amorim Leite da Silva UFMT
  • Vinicio Ramalho Rodrigues UNIFIP
  • Italo do Couto Ferreira UCP
  • Yasmin Vitorino Suliano Unifor image/svg+xml
  • Flávio Lima Santos Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte
  • Natália Fernandes de Pádua USCS
  • Giovanna Barbaresco Santana UniEVANGÉLICA

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24303

Palavras-chave:

Depressão Refratária. Neurocirurgia Funcional. Neuromodulação Invasiva. Estimulação Cerebral Profunda. Cingulotomia anterior.

Resumo

A depressão refratária afeta aproximadamente 30% dos pacientes com transtornos depressivos, caracterizando uma condição resistente aos tratamentos convencionais e impactando significativamente a funcionalidade e a qualidade de vida. Diante desse cenário, abordagens neurocirúrgicas ablativas e técnicas de neuromodulação invasiva surgem como alternativas terapêuticas promissoras. Este estudo teve como objetivo revisar a literatura disponível sobre a eficácia, segurança e inovações dessas intervenções no tratamento da depressão refratária. A revisão foi conduzida de forma sistemática nas bases PubMed, Scopus, Web of Science e SciELO, utilizando operadores booleanos para combinar termos relacionados a depressão refratária e técnicas neurocirúrgicas, incluindo cingulotomia anterior, leucotomia límbica, capsulotomia anterior, estimulação cerebral profunda e estimulação do nervo vago. Foram incluídos estudos em inglês, ensaios clínicos, revisões sistemáticas e relatos de caso com dados clínicos relevantes, e excluídos artigos pediátricos, duplicados ou sem revisão por pares. Os achados demonstram que técnicas ablativas evoluíram de procedimentos invasivos para abordagens mais precisas e seguras, com taxas de resposta entre 40% e 51%, enquanto neuromodulação invasiva, incluindo estimulação cerebral profunda e invasiva do nervo vago, permite ajustes individualizados e reversibilidade, com respostas clínicas de 40% a 70%. A integração de neuroimagem avançada, conectividade funcional e tecnologias minimamente invasivas indica uma tendência de personalização do tratamento. Conclui-se que essas estratégias oferecem alternativas eficazes para pacientes com depressão refratária, sendo necessário expandir coortes, padronizar protocolos e explorar biomarcadores e conectoma cerebral para otimizar resultados terapêuticos.

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Biografia do Autor

  • Monica Montemor Bertazo, USCS

    Especialista em Psiquiatria. Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Mestranda em Mestrado Profissional em Ensino superior em Saúde-USCS

  • Cristiane del Corsso, UFSCAR

    Doutora em Fisiologia. Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

  • Jofman Amorim Leite da Silva, UFMT

    Mestrando em Ciências em Saúde. Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).

  • Vinicio Ramalho Rodrigues, UNIFIP

    Graduado em Medicina. Centro Universitário UNIFIP.

  • Italo do Couto Ferreira, UCP

    Graduando em Medicina. Universidad Central del Paraguay (UCP).

  • Yasmin Vitorino Suliano, Unifor

    Graduada em Medicina. Universidade de Fortaleza (UNIFOR).

  • Flávio Lima Santos, Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte

    Graduado em Medicina. Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte.

  • Natália Fernandes de Pádua, USCS

    Graduada em Medicina. Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).

  • Giovanna Barbaresco Santana, UniEVANGÉLICA

    Graduanda em Medicina. Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA).

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Publicado

2026-02-20

Como Citar

Bertazo, M. M., Corsso, C. del, Silva, J. A. L. da, Rodrigues, V. R., Ferreira, I. do C., Suliano, Y. V., Santos, F. L., Pádua, N. F. de, & Santana, G. B. (2026). ABORDAGENS NEUROCIRÚRGICAS ABLATIVAS E TÉCNICAS DE NEUROMODULAÇÃO INVASIVA NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO REFRATÁRIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(2), 1-17. https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24303

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