A ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA NO COMBATE AO CRIME ORGANIZADO TRANSNACIONAL NO AMAZONAS: PERCEPÇÕES DE POLICIAIS CIVIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.28810Palavras-chave:
Inteligência policial, Crime organizado, Segurança pública, Amazonas, IntegraçãoResumo
O avanço do crime organizado transnacional no Amazonas impõe severos desafios à segurança pública, exigindo estratégias estatais mais sofisticadas. Diante desse cenário, o estudo norteia-se pela seguinte indagação: em que medida a atividade de inteligência poderá intervir no combate ao crime organizado transnacional? A pesquisa justifica-se pela urgência em transformar dados policiais dispersos em conhecimento estratégico. O objetivo geral é apresentar a estrutura da inteligência brasileira e do Estado do Amazonas, bem como as possibilidades de seu emprego no enfrentamento às organizações criminosas. Os objetivos específicos incluem investigar as funções de cada atividade de inteligência; analisar a relação existente entre a teoria e a prática da atuação dessas atividades e reconhecer os aspectos do crime organizado que podem ser neutralizados por meio da atividade de inteligência. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem mista, descritiva e exploratória, utilizando questionários e entrevistas com 20 policiais civis, além de análise documental. Os resultados indicam que, embora a inteligência seja reconhecida pelos agentes como fundamental, sua eficácia operacional é restringida pela escassez de recursos tecnológicos e pela baixa integração entre as agências. Portanto, a atividade de inteligência é o fator determinante para a transição de um modelo policial reativo para o proativo, sendo imprescindível o investimento em tecnologia e gestão integrada para desarticular efetivamente as redes criminosas.
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