DESAFIOS NA SEGURANÇA DO PACIENTE SUBMETIDO À CIRURGIA LAPAROSCÓPICA: UMA ANÁLISE DAS COMPLICAÇÕES INTRAOPERATÓRIAS E PÓS-OPERATÓRIAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31936Palabras clave:
Cirurgia laparoscópica, Tecnologia cirúrgica, Pós-operatórioResumen
A cirurgia laparoscópica consolidou-se como uma das principais técnicas minimamente invasivas empregadas mundialmente, com ampla aplicação em procedimentos do sistema digestivo e do trato reprodutor feminino. seu desenvolvimento proporcionou avanços significativos na eficiência operatória, na redução do trauma cirúrgico e na recuperação pós-operatória dos pacientes. o objetivo deste estudo foi elencar as principais complicações e os desafios associados à técnica laparoscópica no ambiente hospitalar. trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa da literatura. embora as cirurgias laparoscópicas apresentem, de modo geral, baixas taxas de complicações pós-operatórias, observa-se incidência não desprezível de eventos adversos graves e de pior prognóstico em pacientes portadores de comorbidades pré-existentes, especialmente naqueles submetidos a procedimentos do aparelho digestivo e do sistema hepatobiliar. apesar de ser reconhecida como técnica minimamente invasiva e associada a melhores desfechos pós-cirúrgicos quando comparada à laparotomia, a cirurgia laparoscópica não está isenta de complicações. a maioria das intercorrências está relacionada à insuflação de dióxido de carbono (co₂) na cavidade peritoneal, a qual pode ocasionar dor referida (especialmente em ombros), pneumoperitônio residual e alterações hemodinâmicas significativas — tais como redução do débito cardíaco, aumento da resistência vascular sistêmica e hipercapnia — decorrentes da elevação da pressão intra-abdominal e da absorção do gás pelo peritônio.
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