O USO DE ADOÇANTES ARTIFICIAIS E SEUS EFEITOS ENDOCRINOMETABÓLICOS NA DIABETES MELLITUS TIPO 2
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24263Palavras-chave:
Aspartame. Endocrinologia. Glicemia. Hormônios.Resumo
O uso de adoçantes artificiais é comum entre pacientes com diabetes tipo 2 como alternativa ao açúcar. No entanto, estudos recentes indicam que esses compostos podem influenciar negativamente o metabolismo da glicose, aumentando a resistência à insulina e afetando a microbiota intestinal. A partir disso, surgem incertezas sobre a real segurança e eficácia dos adoçantes no controle da doença. A questão central é analisar os efeitos do consumo de adoçantes artificiais na incidência e no controle metabólico da diabetes mellitus tipo 2. A metodologia baseou-se na revisão da literatura integrativa. Estudos recentes apontam que adoçantes artificiais têm sido associados a efeitos adversos sobre a modificação da composição da microbiota e o metabolismo da glicose, favorecendo a resistência à insulina. Além disso, alguns adoçantes, como a sucralose, podem alterar o perfil lipídico, propiciando um aumento do risco cardiovascular. Ademais, consumidores de adoçantes artificiais, quando comparados a não consumidores, possuem maior risco de desenvolver DM2. O uso de adoçantes sintéticos não é considerado uma substituição segura ao açúcar, de acordo com a Associação Americana de Diabetes, devido aos seus efeitos controversos. Contudo, vale destacar que as evidências disponíveis carecem de maior robustez metodológica, uma vez que muitos estudos utilizam doses de adoçantes muito superiores às recomendadas, apresentam amostras pequenas ou não consideram outros fatores intervenientes, o que limita a generalização dos resultados.
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