SUICÍDIO NA POPULAÇÃO IDOSA: DIFERENCIAIS POR REGIÕES DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.32260Palavras-chave:
Suicídio, Idoso, Mortalidade, Desigualdades em saúde, Estudos de séries temporaisResumo
Objetivo: Analisar a mortalidade por suicídio na população idosa brasileira, entre 2010 e 2024, com ênfase na evolução temporal, nos grupos etários de 60–69, 70–79 e 80 anos ou mais e nos diferenciais territoriais observados no país. Método: Estudo ecológico descritivo de série temporal, com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram incluídos óbitos por lesões autoprovocadas voluntariamente (CID-10 X60–X84) em pessoas com 60 anos ou mais, agrupados nos quinquênios 2010–2014, 2015–2019 e 2020–2024. Calcularam-se frequências absolutas, relativas e variação percentual entre os quinquênios extremos. Resultados: Foram registrados 7.966 óbitos em 2010–2014, 10.722 em 2015–2019 e 14.188 em 2020–2024, crescimento de 78,11%. A faixa de 60–69 anos concentrou mais da metade dos óbitos em todos os períodos. O enforcamento, estrangulamento e sufocação (X70) foi o principal mecanismo, passando de 5.054 para 9.827 mortes. A participação dos idosos no conjunto dos suicídios aumentou de 15,68% para 17,84%. Evidências territoriais nacionais apontam persistência de heterogeneidades regionais, com maior carga histórica no Sul e mudanças recentes em Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Conclusão: O crescimento dos óbitos e a heterogeneidade territorial reforçam a necessidade de estratégias específicas para o envelhecimento, vigilância do risco, cuidado em saúde mental e fortalecimento das redes de apoio social.
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