LISDEXANFETAMINA E DESEMPENHO COGNITIVO: MOTIVAÇÕES E CONSEQUÊNCIAS DO USO INDISCRIMINADO ENTRE UNIVERSITÁRIOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31821Palavras-chave:
Dimesilato de Lisdexanfetamina, Estudantes, PsicoestimulantesResumo
Este estudo teve como objetivo analisar as motivações e as consequências do uso não terapêutico de lisdexanfetamina entre universitários, considerando seus impactos cognitivos, acadêmicos e na saúde. Trata-se de uma revisão integrativa, descritiva e qualitativa, realizada nas bases PubMed, ScienceDirect, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), SciELO e Google Acadêmico, abrangendo publicações de 2020 a 2026. Foram incluídos dez estudos (n = 10). Os resultados apontaram a busca por concentração, atenção, produtividade e melhor rendimento acadêmico como principais motivações para o consumo, relacionadas às exigências acadêmicas, à influência dos pares e ao acesso aos medicamentos. Embora alguns estudos relatem melhora subjetiva do foco e da produtividade, as evidências não permitem afirmar que a lisdexanfetamina produza benefícios cognitivos ou acadêmicos objetivos e duradouros em pessoas sem indicação terapêutica. Entre os efeitos adversos relatados estão insônia, ansiedade, taquicardia, alterações do apetite e tremores. A análise foi limitada pela inclusão de estudos que investigaram diferentes psicoestimulantes e pela predominância de delineamentos observacionais, dificultando a identificação dos efeitos específicos da lisdexanfetamina. Portanto, são necessárias pesquisas específicas sobre o medicamento e ações de educação em saúde e orientação farmacêutica para promover o uso racional de lisdexanfetamina e outros psicoestimulantes no ambiente universitário.
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