USO NÃO PRESCRITO DE LISDEXANFETAMINA ENTRE ESTUDANTES DE MEDICINA: DESEMPENHO ACADÊMICO, RISCOS À SAÚDE E IMPLICAÇÕES ÉTICAS

Autores

  • Warlen Miiller Rocha Araújo UNILAGO
  • Cristiane Baretta Monteiro UNILAGO
  • Bruna Letícia Buzati Pereira UNILAGO
  • Silvana Regina Perez Orrico UNILAGO
  • Silvana Regina Perez Orrico UNILAGO

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28830

Palavras-chave:

Lisdexanfetamina. Estudantes de Medicina. Automedicação.

Resumo

Esta pesquisa investigou o uso não prescrito do dimesilato de lisdexanfetamina entre estudantes de Medicina, com ênfase nas motivações que impulsionam seu consumo, nos riscos à saúde decorrentes da automedicação e nas implicações éticas que envolvem a prática. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura desenvolvida segundo o modelo PRISMA 2020, abrangendo estudos publicados entre 2020 e 2025 nas bases SciELO, PubMed, BVS, LILACS, Google Scholar e DOAJ. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 22 estudos que compuseram o corpus da pesquisa. A análise evidenciou prevalência elevada de uso entre estudantes de Medicina, variando de 25% a 47%, com motivações centradas no aumento da concentração, resistência ao cansaço e desempenho em provas. Os efeitos adversos mais relatados foram insônia, taquicardia, ansiedade e dependência psicológica. Observou-se ainda a naturalização do uso entre pares, ausência de campanhas preventivas e omissão institucional. A prática de automedicação com substância controlada por futuros profissionais da saúde contradiz os princípios éticos da formação médica e revela falhas na promoção do cuidado discente. Conclui-se que o fenômeno está diretamente relacionado à cultura acadêmica de hiperprodutividade e à falta de suporte psicopedagógico adequado. O estudo recomenda ações institucionais voltadas à saúde mental dos estudantes, estratégias de sensibilização ética e revisão das exigências acadêmicas, com o objetivo de promover um ambiente formativo mais humanizado e responsável.

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Biografia do Autor

  • Warlen Miiller Rocha Araújo, UNILAGO

    Graduando em Medicina, Centro de Pesquisa Avançada em Medicina da União das Faculdades dos Grandes. Lagos (CEPAM - UNILAGO). 

  • Cristiane Baretta Monteiro, UNILAGO

    Graduanda em Medicina, Centro de Pesquisa Avançada em Medicina da União das Faculdades dos Grandes Lagos (CEPAM - UNILAGO). 

  • Bruna Letícia Buzati Pereira, UNILAGO

    Doutora em Fisiopatologia em Clínica Médica, Centro de Pesquisa Avançada em Medicina da União das Faculdades dos Grandes, Lagos (CEPAM - UNILAGO). 

  • Silvana Regina Perez Orrico, UNILAGO

    Doutora em Ciências Odontológicas, Centro de Pesquisa Avançada em Medicina da União das Faculdades dos Grandes, Lagos (CEPAM - UNILAGO). 

  • Silvana Regina Perez Orrico, UNILAGO

    Doutora em Ciências Odontológicas, Centro de Pesquisa Avançada em Medicina da União das Faculdades dos Grandes, Lagos (CEPAM - UNILAGO). 

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Publicado

2026-07-24

Como Citar

Araújo, W. M. R., Monteiro, C. B., Pereira, B. L. B., Orrico, S. R. P., & Orrico, S. R. P. (2026). USO NÃO PRESCRITO DE LISDEXANFETAMINA ENTRE ESTUDANTES DE MEDICINA: DESEMPENHO ACADÊMICO, RISCOS À SAÚDE E IMPLICAÇÕES ÉTICAS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(7), 1-20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28830