USO NÃO PRESCRITO DE LISDEXANFETAMINA ENTRE ESTUDANTES DE MEDICINA: DESEMPENHO ACADÊMICO, RISCOS À SAÚDE E IMPLICAÇÕES ÉTICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28830Palavras-chave:
Lisdexanfetamina. Estudantes de Medicina. Automedicação.Resumo
Esta pesquisa investigou o uso não prescrito do dimesilato de lisdexanfetamina entre estudantes de Medicina, com ênfase nas motivações que impulsionam seu consumo, nos riscos à saúde decorrentes da automedicação e nas implicações éticas que envolvem a prática. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura desenvolvida segundo o modelo PRISMA 2020, abrangendo estudos publicados entre 2020 e 2025 nas bases SciELO, PubMed, BVS, LILACS, Google Scholar e DOAJ. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 22 estudos que compuseram o corpus da pesquisa. A análise evidenciou prevalência elevada de uso entre estudantes de Medicina, variando de 25% a 47%, com motivações centradas no aumento da concentração, resistência ao cansaço e desempenho em provas. Os efeitos adversos mais relatados foram insônia, taquicardia, ansiedade e dependência psicológica. Observou-se ainda a naturalização do uso entre pares, ausência de campanhas preventivas e omissão institucional. A prática de automedicação com substância controlada por futuros profissionais da saúde contradiz os princípios éticos da formação médica e revela falhas na promoção do cuidado discente. Conclui-se que o fenômeno está diretamente relacionado à cultura acadêmica de hiperprodutividade e à falta de suporte psicopedagógico adequado. O estudo recomenda ações institucionais voltadas à saúde mental dos estudantes, estratégias de sensibilização ética e revisão das exigências acadêmicas, com o objetivo de promover um ambiente formativo mais humanizado e responsável.
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