MEDICALIZAÇÃO DO DESEMPENHO ACADÊMICO: UMA ANÁLISE DO USO DE LISDEXANFETAMINA POR UNIVERSITÁRIOS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26491Palavras-chave:
Psicoestimulantes. Lisdexanfetamina. Estudantes de Medicina. Desempenho Acadêmico. Saúde Mental.Resumo
Esse artigo buscou analisar o uso indiscriminado de lisdexanfetamina entre estudantes de Medicina, identificando motivações, padrões de consumo, percepções de eficácia e possíveis implicações psicossociais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e analítica, que combinou revisão de literatura com aplicação de questionário online a 221 estudantes de Medicina em Porto Velho, Rondônia, com coleta de dados entre fevereiro e março de 2026 e análise interpretativa articulando achados empíricos com a produção científica recente. Os resultados evidenciam prevalência significativa de uso de psicoestimulantes (37,1%), forte percepção de normalização (81,9%) e ampla circulação de relatos entre pares (89,1%), além de fácil acesso aos medicamentos (71%) e aumento do uso em períodos de prova (90%), sugerindo padrão funcional vinculado à pressão acadêmica. Embora parte relate dependência, a maioria não reconhece vantagens cognitivas objetivas. Conclui-se que o uso indiscriminado configura-se como fenômeno socialmente construído, atravessado por pressões institucionais e culturais, demandando intervenções com regulação, suporte psicossocial e ações educativas no ambiente universitário.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY