USO DE PSICOESTIMULANTES POR ACADÊMICOS DO CURSO DE MEDICINA DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR DA CIDADE DE IMPERATRIZ-MA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27174Palavras-chave:
Estudantes de medicina. Psicoestimulantes. Saúde mental.Resumo
Esse artigo buscou avaliar o uso de psicoestimulantes entre estudantes de medicina de instituições de ensino superior da cidade de Imperatriz-MA, identificando o perfil de consumo, as principais motivações associadas ao uso e os possíveis impactos relacionados à saúde e ao contexto acadêmico dos participantes. Trata-se de um estudo observacional, transversal, descritivo e analítico, com abordagem quantitativa, realizado com acadêmicos de medicina de duas universidades públicas e uma instituição privada. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário estruturado autoaplicável, contendo variáveis sociodemográficas, acadêmicas e relacionadas ao uso de psicoestimulantes, como frequência de consumo, indicação médica, formas de acesso, motivações e efeitos adversos. Os resultados demonstraram elevada prevalência do uso de psicoestimulantes, com predominância do consumo ocasional e regular, principalmente sem indicação médica. Os estimulantes mais utilizados foram energéticos, café, lisdexanfetamina e metilfenidato, sendo os principais motivos relacionados ao aumento da concentração, melhora do foco e redução da fadiga. Também foram observados efeitos adversos importantes, especialmente ansiedade, insônia e alterações do sono. Conclui-se que o uso indiscriminado dessas substâncias representa um importante problema de saúde entre estudantes de medicina, reforçando a necessidade de ações educativas e estratégias de promoção da saúde mental no ambiente universitário.
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