LÍQUEN ESCLEROSO VULVAR E CARCINOMA ESPINOCELULAR- MECANISMOS DE CARCINOGÊNESE, FATORES DE RISCO E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31110Palavras-chave:
Líquen Escleroso Vulvar, Carcinoma de Células Escamosas, Neoplasias Vulvares, Diagnóstico Precoce, Prevenção SecundáriaResumo
O Líquen Escleroso Vulvar (LEV) é uma dermatose inflamatória crônica que apresenta associação bem documentada com o desenvolvimento do Carcinoma de Células Escamosas (CCE) vulvar. O objetivo deste trabalho foi sintetizar a literatura científica recente sobre a relação entre o LEV e CCE, analisando os métodos diagnósticos, as intervenções terapêuticas e as estratégias de prevenção. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura desenvolvida a partir do mapeamento de 25 estudos primários (E01 a E25). A taxa de transformação maligna do LEV para CCE variou de 2% a 7% na maioria dos estudos, podendo atingir até 15% em populações de alto risco e com alterações genéticas específicas, como mutações no gene TP53 e disfunção do p16. Evidenciou-se que a manutenção contínua com corticosteroides tópicos de alta potência constitui a principal intervenção para estabilização tecidual e prevenção de segundo tumor primário. Adicionalmente, técnicas emergentes como biomarcadores moleculares, Tomografia de Coerência Óptica (OCT) e terapias regenerativas/laser têm aprimorado o diagnóstico precoce e a restauração tecidual. Assim, o acompanhamento dermatoginecológico contínuo e a garantia de margens cirúrgicas livres (> 8 mm) são determinantes para a redução da morbimortalidade e das recidivas, reforçando a necessidade de protocolos assistenciais padronizados na Atenção Primária e Especializada.
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