PSICOTERAPIA ASSISTIDA POR PSICODÉLICOS NO TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR: EVIDÊNCIAS SOBRE EFICÁCIA, SEGURANÇA E SUSTENTABILIDADE DA RESPOSTA TERAPÊUTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30661Palavras-chave:
Transtorno depressivo maior. Psilocibina. Psicoterapia assistida por psicodélicos. Depressão resistente. Segurança. Resposta terapêutica.Resumo
O transtorno depressivo maior constitui importante problema de saúde pública, caracterizado por elevada prevalência, recorrência, prejuízo funcional e resposta insuficiente a tratamentos convencionais em parcela dos pacientes. Nesse contexto, a psicoterapia assistida por psicodélicos, particularmente aquela associada à psilocibina, tem recebido crescente atenção científica devido à possibilidade de produzir respostas antidepressivas rápidas após número limitado de administrações. O objetivo deste estudo foi analisar as evidências disponíveis sobre eficácia, segurança e sustentabilidade da resposta terapêutica associada à psicoterapia assistida por psicodélicos no transtorno depressivo maior. Foi realizada revisão narrativa da literatura, com pesquisas nas bases PubMed/MEDLINE, Embase, Cochrane Library e SciELO, utilizando descritores relacionados a psilocibina, psicoterapia assistida por psicodélicos, depressão maior, depressão resistente ao tratamento, segurança e resposta terapêutica. Foram utilizados 32 estudos e documentos científicos na síntese final, priorizando publicações entre 2020 e 2026. Os resultados demonstraram redução significativa dos sintomas depressivos em diferentes ensaios clínicos, com efeitos observados desde os primeiros dias após a intervenção e manutenção da melhora por períodos variáveis. Metanálises recentes também identificaram maior probabilidade de resposta e remissão em comparação com intervenções controle. Os eventos adversos mais frequentes foram transitórios, incluindo cefaleia, náusea, tontura e alterações cardiovasculares agudas, embora a seleção rigorosa dos participantes seja fundamental. Estudos de seguimento indicam possibilidade de manutenção dos benefícios por vários meses, porém com evidências ainda limitadas e heterogêneas. Conclui-se que a psicoterapia assistida por psilocibina apresenta resultados promissores, mas sua incorporação clínica requer protocolos padronizados, monitorização adequada, seleção criteriosa e estudos de maior duração.
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