TRANSTORNO BIPOLAR TIPO II SUBDIAGNOSTICADO EM PACIENTES TRATADOS COMO DEPRESSÃO RECORRENTE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29161Palavras-chave:
Transtorno Bipolar. Transtorno Depressivo Maior. Hipomania. Diagnóstico Diferencial. Erros de Diagnóstico.Resumo
O transtorno bipolar tipo II é frequentemente reconhecido apenas após anos de tratamento como depressão recorrente, porque a procura por assistência ocorre, em geral, durante episódios depressivos e a hipomania pode ser vivenciada como produtividade, sociabilidade ou melhora transitória. Esta revisão teve como objetivo analisar os mecanismos do subdiagnóstico, os indicadores clínicos de bipolaridade, o papel dos instrumentos de rastreamento e as implicações terapêuticas da classificação equivocada. Realizou-se revisão narrativa, crítica, descritiva e estruturada da literatura, com buscas em PubMed/MEDLINE, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde/LILACS, complementadas por diretrizes e documentos diagnósticos, em julho de 2026. A síntese evidenciou que início precoce, elevada recorrência, história familiar de transtorno bipolar, características atípicas, sintomas mistos, curso episódico e ativação associada a antidepressivos aumentam a suspeita, mas nenhum marcador isolado confirma o diagnóstico. Questionários como MDQ e HCL-32 podem organizar a investigação, embora apresentem desempenho dependente do contexto e não substituam entrevista clínica longitudinal, informação colateral e exclusão de diagnósticos diferenciais. Conclui-se que o reconhecimento oportuno exige reconstrução temporal do curso do humor e reavaliação sistemática de pacientes com depressão recorrente, sobretudo diante de resposta terapêutica instável ou sinais de hipomania.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY