CETOACIDOSE DIABÉTICA GRAVE: ATUALIZAÇÕES NO MANEJO DE FLUIDOS, INSULINA E DISTÚRBIOS HIDROELETROLÍTICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30377Palavras-chave:
Cetoacidose diabética. Insulina. Fluidoterapia. Hipocalemia. Distúrbios hidroeletrolíticos.Resumo
A cetoacidose diabética grave constitui uma emergência metabólica potencialmente fatal, caracterizada por cetonemia acentuada, acidose metabólica e importantes alterações do volume circulante e dos eletrólitos. O tratamento fundamenta-se na reposição volêmica, insulinoterapia, correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e identificação do fator precipitante. O objetivo desta revisão foi analisar evidências recentes sobre o manejo da cetoacidose diabética grave em adultos, com ênfase na escolha dos fluidos, estratégias de insulinização e reposição eletrolítica. Realizou-se revisão integrativa da literatura, considerando publicações entre setembro de 2021 e setembro de 2026, com busca nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e ScienceDirect. Foram identificados 886 registros e, após as etapas de triagem e elegibilidade, 19 publicações compuseram a síntese qualitativa final. As evidências indicam que cristaloides balanceados podem reduzir hipercloremia e melhorar o perfil ácido-básico, embora sua superioridade quanto ao tempo de resolução da CAD permaneça inconsistente. A insulina intravenosa continua sendo a estratégia recomendada nos casos graves, enquanto a introdução precoce de insulina basal apresenta resultados promissores, porém heterogêneos entre os estudos. A monitorização rigorosa do potássio permanece essencial, e bicarbonato e fosfato não são recomendados rotineiramente. Conclui-se que protocolos individualizados e monitorização frequente permanecem fundamentais para reduzir complicações e otimizar a segurança do tratamento.
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