PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE TRAUMAS ORTOPÉDICOS EM HOSPITAL TERCIÁRIO: IMPACTO DA ENERGIA DO TRAUMA NOS DESFECHOS ASSISTENCIAIS

Autores

  • Camila Lima Barbato Centro Universitário Assis Gurgacz
  • Marcelo Rodrigo Caporal Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz
  • Suelin Pereira
  • Beatriz Novais Silva Centro Universitário Assis Gurgacz
  • Franklin Celso Zys Centro Universitário Assis Gurgacz
  • Karoline Cabral Neres Fiorio Centro Universitário Assis Gurgacz
  • Lorena Lavagnoli Ravagnani Centro Universitário Assis Gurgacz

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30213

Palavras-chave:

Traumatologia. Mecanismos de Trauma. Impacto ortopédico. Sistema público de saúde.

Resumo

O estudo analisou o perfil epidemiológico de traumas ortopédicos e o impacto da energia do mecanismo da lesão nos desfechos assistenciais de um hospital terciário. Para isso, foi realizado um estudo observacional, retrospectivo e analítico com 503 pacientes (N=503) atendidos no Pronto-socorro do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) ao longo do ano de 2024. Aplicou-se o modelo de Regressão Logística Multinomial no software Jamovi (versão 2.4) para avaliar a associação independente entre o Tipo de Energia envolvido no trauma (Baixa vs. Alta) e a evolução clínica final (Alta Hospitalar, Internação Eletiva, Evasão, Permanência Prolongada, Transferência e Óbito), utilizando a Idade como variável de ajuste. Os resultados apontaram que o mecanismo de alta energia associou-se de forma direta e estatisticamente significativa ao desfecho de Óbito (β = 7,827; p < 0,001; OR = 2509,45; IC95%: 119,00–52917,98) e ao risco de Permanência Prolongada (β = -11,689; p < 0,001). Constatou-se também que os traumas gerados por baixa energia mecânica reduziram em 53% as chances de Evasão Hospitalar (β = -0,751; p = 0,038; OR = 0,471; IC95%: 0,231–0,960), indicando uma concentração do abandono de tratamento no perfil de alta energia. A idade atuou como preditor independente apenas para as internações programadas de caráter Eletivo (β = 0,013; p = 0,012; OR = 1,013). Conclui-se que a intensidade da energia do trauma se configura como a principal determinante dos desfechos de maior gravidade na instituição, sobrepondo-se ao fator etário na condução da complexidade hospitalar regional.

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Biografia do Autor

Camila Lima Barbato, Centro Universitário Assis Gurgacz

Autora principal, discente do curso de Medicina no Centro Universitário Assis Gurgacz. 

Marcelo Rodrigo Caporal, Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz

Professor Orientador Médico do Trabalho, Mestre em Ensino nas Ciências da Saúde, Docente do Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz. 

Suelin Pereira

Professora Coorientadora Médica Ortopedista e Traumatologista, Mestre em Ensino nas Ciências da Saúde. 

Beatriz Novais Silva, Centro Universitário Assis Gurgacz

Discente do curso de Medicina no Centro Universitário Assis Gurgacz. 

Franklin Celso Zys, Centro Universitário Assis Gurgacz

Discente do curso de Medicina no Centro Universitário Assis Gurgacz. 

Karoline Cabral Neres Fiorio, Centro Universitário Assis Gurgacz

Discente do curso de Medicina no Centro Universitário Assis Gurgacz.

Lorena Lavagnoli Ravagnani, Centro Universitário Assis Gurgacz

Discente do curso de Medicina no Centro Universitário Assis Gurgacz.

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Publicado

2026-09-16

Como Citar

Barbato, C. L., Caporal, M. R., Pereira, S., Silva, B. N., Zys, F. C., Fiorio, K. C. N., & Ravagnani, L. L. (2026). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE TRAUMAS ORTOPÉDICOS EM HOSPITAL TERCIÁRIO: IMPACTO DA ENERGIA DO TRAUMA NOS DESFECHOS ASSISTENCIAIS . Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–9. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30213