BOAS PRÁTICAS PARA ATENDIMENTO DE ESTUDANTES AUTISTAS EM BIBLIOTECAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30075Palavras-chave:
Acessibilidade informacional. Inclusão. Bibliotecas. Transtorno do Espectro Autista. Educação inclusiva.Resumo
As bibliotecas, enquanto espaços democráticos de acesso à informação, desempenham papel fundamental na promoção da inclusão social e educacional. No contexto do atendimento a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), evidenciam-se desafios relacionados a barreiras comunicacionais, informacionais e atitudinais que podem comprometer a autonomia e a permanência desses usuários no ambiente acadêmico. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo propor boas práticas de acessibilidade informacional que favoreçam a inclusão de estudantes autistas em bibliotecas. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza exploratória, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e análise documental da legislação brasileira referente à inclusão e acessibilidade. As buscas foram realizadas em bases como o Portal de Periódicos da CAPES e o Google Acadêmico, utilizando descritores relacionados ao autismo, inclusão, bibliotecas e acessibilidade. A análise dos dados permitiu sistematizar seis dimensões de boas práticas: acolhimento e comunicação, organização do espaço, acessibilidade informacional, mediação personalizada, formação da equipe e participação do estudante. Os resultados indicam que a adoção dessas práticas contribui para a construção de ambientes mais acessíveis, acolhedores e inclusivos, beneficiando não apenas estudantes com TEA, mas toda a comunidade usuária. Conclui-se que as bibliotecas devem assumir papel ativo na promoção da inclusão e da cidadania informacional, superando uma visão restrita de acessibilidade física e incorporando mudanças institucionais permanentes voltadas à equidade educacional.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY