ADAPTAÇÕES CURRICULARES PARA ESTUDANTES COM DISLEXIA E DISCALCULIA: FUNDAMENTOS NEUROCOGNITIVOS, PRÁTICAS INCLUSIVAS E PERCEPÇÕES DE MÃES E PROFESSORAS NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29590Palavras-chave:
Dislexia. Discalculia. Adaptações curriculares.Resumo
Este artigo teve como objetivo analisar os fundamentos neurocognitivos da dislexia e da discalculia e discutir adaptações curriculares baseadas em evidências, articulando revisão narrativa da literatura com um levantamento exploratório aplicado a mães, professoras e familiares de alunos com transtornos de aprendizagem no Brasil. A metodologia combinou a análise de estudos nacionais e internacionais publicados entre 2015 e 2026 com a aplicação de um questionário on-line estruturado, respondido por 440 participantes em 2026. Os resultados indicam que 53,0% dos participantes apontam a leitura e a compreensão de textos como a maior dificuldade dos alunos, que 55,4% nunca receberam orientação da escola sobre como aplicar adaptações curriculares, e que 92,9% desejam aprofundar seus conhecimentos sobre o tema por meio de cursos específicos. A quase totalidade dos respondentes (98,6%) considera que as adaptações devem ocorrer tanto na escola quanto em casa. Conclui-se que, apesar do reconhecimento crescente da relevância das adaptações curriculares, persiste uma lacuna significativa entre a legislação vigente e sua efetiva implementação nas escolas brasileiras, reforçando a necessidade de formação continuada de professores e de estratégias de apoio às famílias e aos próprios alunos.
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