PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E TENDÊNCIA TEMPORAL DA COQUELUCHE EM CASCAVEL, PARANÁ, BRASIL, 2014-2024: ESTUDO DESCRITIVO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29486Palavras-chave:
Serviços de vigilância epidemiológica. Cobertura vacinal. Vacinas combinadas. Bordetella pertussis. Lactente.Resumo
Esse artigo buscou descrever o perfil epidemiológico e analisar a tendência temporal dos casos confirmados de coqueluche em Cascavel, Paraná, no período de 2014 a 2024. Trata-se de um estudo observacional descritivo de série temporal e transversal, com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). A seleção incluiu todos os casos confirmados em residentes no período. Calcularam-se frequências absolutas e relativas, taxas de incidência por 100.000 habitantes e tendência temporal por regressão linear simples. Associações entre variáveis categóricas foram analisadas pelo teste do qui-quadrado de Pearson, com nível de significância de 5,0% (p<0,050). Foram identificados 163 participantes. A incidência média anual foi de 4,3 casos por 100.000 habitantes. Pico ocorreu em 2024, responsável por 56,4% (n 92) dos registros e incidência de 25,27 por 100.000 habitantes. Não foi observada tendência temporal significativa ao longo da série (p=0,440). Embora o sexo feminino (55,2%) e menores de 1 ano (27,0%) tenham predominado no acumulado, verificou-se redução significativa na proporção de casos em menores de cinco anos em 2024 (de 70,4% para 22,8%; p<0,001). Todos os casos evoluíram para cura. Conclui-se que houve evidência de ressurgimento da coqueluche em 2024 com mudança no perfil etário dos acometidos para faixas etárias mais elevadas, o que aponta para a necessidade de reforço nas estratégias de vigilância e imunização.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY