HESITAÇÃO VACINAL NO BRASIL: FATORES ASSOCIADOS E IMPACTOS NA COBERTURA VACINAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26428Palavras-chave:
Hesitação vacinal. Cobertura vacinal. Imunização. Saúde pública. Brasil.Resumo
A hesitação vacinal tem se consolidado como um desafio relevante para a saúde pública, impactando diretamente a cobertura vacinal e o controle de doenças imunopreveníveis. Este estudo teve como objetivo analisar os fatores associados à hesitação vacinal no Brasil e seus impactos na cobertura vacinal, por meio de uma revisão integrativa. A busca foi realizada em bases da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), sendo incluídos estudos publicados entre 2024 e 2025 que abordassem hesitação vacinal no contexto brasileiro. Foram selecionados 12 estudos, predominantemente observacionais, com diferentes abrangências geográficas e populações. Os resultados evidenciaram que a hesitação vacinal é multifatorial, envolvendo fatores individuais, como medo de eventos adversos e baixa percepção de risco; fatores sociais, como desinformação, escolaridade e confiança na ciência; e fatores institucionais, incluindo barreiras de acesso aos serviços de saúde e fragilidades na organização do sistema. Observou-se ainda que a hesitação não se manifesta apenas como recusa, mas também como atraso ou incompletude do esquema vacinal. Além disso, identificou-se um paradoxo entre alta confiança declarada nas vacinas e níveis insuficientes de cobertura vacinal. Conclui-se que a hesitação vacinal no Brasil resulta da interação entre determinantes individuais e estruturais, exigindo estratégias integradas que incluam o fortalecimento da comunicação em saúde, combate à desinformação e ampliação do acesso aos serviços de imunização, visando à melhoria da cobertura vacinal.
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