USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA MEDICINA DE TRANSPLANTES: UMA ANÁLISE DA PERCEPÇÃO ACADÊMICA SOBRE A CONFIABILIDADE E ÉTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25792Palavras-chave:
Inteligência Artificial. Transplantes. Confiabilidade. Ética.Resumo
Objetivo: Analisar a percepção, confiabilidade e ética do uso da Inteligência Artificial (IA) na seleção de receptores para transplantes entre acadêmicos de Medicina do Centro Universitário FAG. Metodologia: Pesquisa quantitativa, descritiva e transversal, realizada com 382 acadêmicos através de questionário eletrônico estruturado, abrangendo todos os ciclos da graduação. Resultados: Observou-se uma lacuna educacional significativa: 53,7% não possuem conhecimento prévio em IA e 66,2% desconhecem suas aplicações específicas em transplantes. Embora 60,7% dos participantes demonstrem alta confiabilidade na tecnologia para a seleção de receptores, 65,2% exigem supervisão humana máxima em decisões críticas. Riscos éticos e legais foram reconhecidos por 91,6% dos respondentes, com destaque para possíveis vieses algorítmicos e desafios ao princípio da justiça. Em contrapartida, a velocidade diagnóstica (64,9%) e a objetividade (63,9%) foram apontadas como os principais benefícios esperados. Conclusão: Os acadêmicos reconhecem o potencial da IA como ferramenta de suporte à decisão clínica, mas condicionam sua implementação à vigilância humana rigorosa. Conclui-se pela necessidade premente de incluir a literacia digital e bioética tecnológica no currículo médico para assegurar uma integração tecnológica segura.
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