FRAGILIDADES NA ADESÃO À VACINAÇÃO DURANTE A PANDEMIA E SUAS CONSEQUÊNCIAS ATUAIS

Autores

  • Camila Nunes Carvalho UFPE https://orcid.org/0000-0001-5948-1935
  • Raylanna Oliveira Silva Faculdade de Ciências Médicas de Guanambi
  • Silamayneer Silva Ferreira de Souza UniGranrio
  • Paulo Wendel Ferreira Fonseca UFRN
  • Marcio Harrison dos Santos Ferreira IFPI
  • Kallyne Lima de Carvalho UFAL

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24499

Palavras-chave:

Pandemia COVID-19. Cobertura Vacinal. Hesitação Vacinal. Adesão ao tratamento.

Resumo

A pandemia de COVID-19 revelou-se um fenômeno complexo, cujos impactos ultrapassaram a esfera sanitária, atingindo também dimensões sociais, políticas, econômicas e culturais. Adicionalmente, as disputas narrativas, a polarização ideológica e a circulação de desinformação fragilizaram a confiança na ciência e nas instituições de saúde, consequentemente influenciando negativamente a adesão vacinal. Dessa forma, a hesitação e a recusa à vacinação configuraram-se como fenômenos multifatoriais e coletivos, associados a determinantes socioculturais, políticos e estruturais. Como resultado, no período pós-pandêmico, a redução das coberturas vacinais favoreceu a reemergência de doenças imunopreveníveis, ampliando riscos epidemiológicos, sobrecarga dos serviços de saúde e impactos socioeconômicos. Nesse contexto, a pesquisa analisa os desafios da adesão à vacinação durante a pandemia da COVID-19, identificando fatores limitantes e avaliando os impactos epidemiológicos, sociais e institucionais da baixa cobertura vacinal no pós-pandemia. Para tanto, a revisão sistemática utilizou metodologia rigorosa, com descritores específicos e busca em bases de dados nacionais e internacionais, permitindo reunir evidências relevantes sobre adesão vacinal. Ademais, verificou-se que a baixa adesão vacinal decorreu de desinformação, negacionismo, fragilidades institucionais e desigualdades, resultando em queda de coberturas, reemergência de doenças, sobrecarga dos serviços e ampliação das iniquidades sanitárias no período pós-pandêmico. Portanto, conclui-se que a diminuição da cobertura vacinal compromete a proteção coletiva, sobrecarrega os sistemas de saúde, aprofunda desigualdades e exige estratégias públicas eficazes e sustentáveis para a promoção da imunização e da saúde da população.

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Biografia do Autor

Camila Nunes Carvalho, UFPE

Professora; Universidade Federal de Pernambuco – UFPE.

Raylanna Oliveira Silva, Faculdade de Ciências Médicas de Guanambi

Estudante de Medicina; Afya/Faculdade de Ciências Médicas de Guanambi. 

Silamayneer Silva Ferreira de Souza, UniGranrio

Graduanda em Medicina; Afya UniGranrio – Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Paulo Wendel Ferreira Fonseca, UFRN

Graduação de enfermagem; Pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN.

Marcio Harrison dos Santos Ferreira, IFPI

Biólogo; Docente do Instituto Federal do Piauí (IFPI); Doutorando em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial (PPGADT/UNIVASF).

Kallyne Lima de Carvalho, UFAL

Graduanda no curso de Farmácia; Universidade Federal de Alagoas (UFAL); Instituto de Ciências Farmacêuticas (ICF), Maceió- AL, Brasil.

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Publicado

2026-03-02

Como Citar

Carvalho, C. N., Silva, R. O., Souza, S. S. F. de, Fonseca, P. W. F., Ferreira, M. H. dos S., & Carvalho, K. L. de. (2026). FRAGILIDADES NA ADESÃO À VACINAÇÃO DURANTE A PANDEMIA E SUAS CONSEQUÊNCIAS ATUAIS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(3), 1–20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24499