PERDA DE VISÃO NÃO TRATADA COMO FATOR DE RISCO MODIFICÁVEL NO DESENVOLVIMENTO DE DEMÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24545Palavras-chave:
Demência. Deficiência Visual. Fatores de Risco.Resumo
Objetivos: Investigar se a perda de visão não tratada é um fator de risco modificável para o desenvolvimento de demência, revisando sistematicamente a literatura e realizando uma meta-análise para quantificar a associação entre essas condições. Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática e meta-análise (PRISMA/PROSPERO CRD420251117349) com busca na base PubMed/Medline por estudos observacionais (coorte, caso-controle) dos últimos 10 anos. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala Newcastle-Ottawa (NOS). Os dados foram agrupados usando o modelo de efeitos aleatórios (Mantel-Haenszel) para calcular o Odds Ratio (OR) combinado. Resultados: A busca resultou em 210 artigos, com 5 estudos (N > 1.000.000 participantes) preenchendo os critérios de inclusão. Os estudos demonstraram associação significativa entre deficiência visual (especialmente moderada/grave) e demência. A meta-análise quantitativa revelou que a perda de visão aumenta significativamente o risco de demência, com um OR combinado de 2,47 (IC95%: 1,49–4,11). Conclusões: A deficiência visual é um fator de risco independente e modificável para a demência. Como muitas causas de perda visual são tratáveis (ex. catarata, erros refrativos), a correção visual e a saúde ocular devem ser integradas como estratégias de saúde pública para reduzir a incidência e mitigar a carga do declínio cognitivo.
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