PERDA DE VISÃO NÃO TRATADA COMO FATOR DE RISCO MODIFICÁVEL NO DESENVOLVIMENTO DE DEMÊNCIA

Autores

  • Pollyanna Nicolly da Silva Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz
  • Estela Cristina da Motta Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz
  • Anna Lina Cordeiro Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz
  • Carolyne Assed Caires Duarte Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz
  • Roberto Machado Centro Acadêmico da Fundação Assis Gurgacz
  • Kaohana Thais da Silva Instituto de Pesquisa e Ensino de Palmas

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24545

Palavras-chave:

Demência. Deficiência Visual. Fatores de Risco.

Resumo

Objetivos: Investigar se a perda de visão não tratada é um fator de risco modificável para o desenvolvimento de demência, revisando sistematicamente a literatura e realizando uma meta-análise para quantificar a associação entre essas condições. Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática e meta-análise (PRISMA/PROSPERO CRD420251117349) com busca na base PubMed/Medline por estudos observacionais (coorte, caso-controle) dos últimos 10 anos. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala Newcastle-Ottawa (NOS). Os dados foram agrupados usando o modelo de efeitos aleatórios (Mantel-Haenszel) para calcular o Odds Ratio (OR) combinado. Resultados: A busca resultou em 210 artigos, com 5 estudos (N > 1.000.000 participantes) preenchendo os critérios de inclusão. Os estudos demonstraram associação significativa entre deficiência visual (especialmente moderada/grave) e demência. A meta-análise quantitativa revelou que a perda de visão aumenta significativamente o risco de demência, com um OR combinado de 2,47 (IC95%: 1,49–4,11). Conclusões: A deficiência visual é um fator de risco independente e modificável para a demência. Como muitas causas de perda visual são tratáveis (ex. catarata, erros refrativos), a correção visual e a saúde ocular devem ser integradas como estratégias de saúde pública para reduzir a incidência e mitigar a carga do declínio cognitivo.

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Biografia do Autor

  • Pollyanna Nicolly da Silva, Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz

    Acadêmica de medicina em Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz.

  • Estela Cristina da Motta, Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz

    Acadêmica de medicina em Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz.

  • Anna Lina Cordeiro, Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz

    Acadêmica de medicina em Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz.

  • Carolyne Assed Caires Duarte, Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz

    Acadêmica de medicina em Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz.

  • Roberto Machado, Centro Acadêmico da Fundação Assis Gurgacz

    Mestre e orientador, Centro Acadêmico da Fundação Assis Gurgacz.

  • Kaohana Thais da Silva, Instituto de Pesquisa e Ensino de Palmas

    Mestre e Coorientadora, Instituto de Pesquisa e Ensino de Palmas.

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Publicado

2026-03-04

Como Citar

Silva, P. N. da, Motta, E. C. da, Cordeiro, A. L., Duarte, C. A. C., Machado, R., & Silva, K. T. da. (2026). PERDA DE VISÃO NÃO TRATADA COMO FATOR DE RISCO MODIFICÁVEL NO DESENVOLVIMENTO DE DEMÊNCIA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(3), 1-12. https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24545

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