MANEJO CIRÚRGICO E BIOLÓGICO DA ARTROFIBROSE GRAVE PÓS-CIRÚRGICA NO JOELHO: PREDITORES DE FALHA NA LIBERAÇÃO ARTROSCÓPICA

Autores

  • Tales Nogueira da Fonseca Hospital Universitário das Ciências Médicas de Minas Gerais
  • Rafaella Gonçalves Gonzales UNISA
  • Ronaldo Sérgio Siqueira Paiva Filho HRSAJ
  • Lucca Aires Porto Rodrigues FAMINAS

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29411

Palavras-chave:

“artrofibrose do joelho”. “liberação artroscópica”. “fibrose pós-operatória”. “terapia biológica” e “preditores de falha”.

Resumo

Introdução: A artrofibrose grave pós-cirúrgica do joelho havia sido caracterizada como uma complicação incapacitante marcada pela formação excessiva de tecido fibroso intra-articular, resultando em perda significativa da amplitude de movimento, dor persistente e comprometimento funcional. Essa condição havia apresentado maior incidência após reconstruções ligamentares, artroplastias e procedimentos traumato-ortopédicos, estando associada à resposta inflamatória exacerbada, ativação de fibroblastos, deposição desorganizada de colágeno e alterações na remodelação tecidual. O manejo dessa complicação havia envolvido estratégias combinadas, incluindo liberação artroscópica, manipulação sob anestesia, protocolos intensivos de reabilitação e abordagens biológicas direcionadas à modulação da fibrose. Entretanto, alguns pacientes haviam evoluído com recorrência da rigidez articular, indicando a presença de fatores preditores de falha terapêutica relacionados ao grau de fibrose, tempo até intervenção, inflamação persistente e características individuais do paciente. O objetivo desta revisão sistemática de literatura havia sido analisar as evidências científicas sobre o manejo cirúrgico e biológico da artrofibrose grave pós-cirúrgica do joelho, identificando os principais preditores associados à falha da liberação artroscópica e os fatores relacionados aos melhores resultados funcionais. Metodologia: A revisão sistemática havia sido conduzida conforme o checklist PRISMA, utilizando artigos científicos publicados nos últimos 10 anos nas bases PubMed, Scielo e Web of Science. Os descritores utilizados haviam sido: “artrofibrose do joelho”, “liberação artroscópica”, “fibrose pós-operatória”, “terapia biológica” e “preditores de falha”. Foram incluídos estudos clínicos, revisões científicas e pesquisas envolvendo pacientes com artrofibrose pós-cirúrgica do joelho. Foram excluídos estudos duplicados, trabalhos sem acesso ao texto completo e publicações que não abordavam intervenções terapêuticas ou fatores prognósticos. Resultados: Os estudos analisados haviam demonstrado que a liberação artroscópica permanecia como uma abordagem eficaz para recuperação da mobilidade, porém apresentava maior risco de falha em pacientes com fibrose avançada, intervenção tardia, múltiplas cirurgias prévias e controle inflamatório inadequado. Estratégias biológicas envolvendo modulação da resposta fibroproliferativa, terapias celulares e agentes antifibróticos haviam sido apontadas como alternativas promissoras para reduzir recorrências e melhorar a cicatrização. Conclusão: As evidências haviam indicado que o tratamento da artrofibrose grave do joelho exigia abordagem individualizada, associando intervenção cirúrgica precoce, reabilitação estruturada e controle dos mecanismos biológicos envolvidos na fibrose. A identificação dos preditores de falha havia sido fundamental para aprimorar a seleção dos pacientes e aumentar a efetividade das estratégias terapêuticas.

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Biografia do Autor

Tales Nogueira da Fonseca, Hospital Universitário das Ciências Médicas de Minas Gerais

Médico. Hospital Universitário das Ciências Médicas de Minas Gerais.

Rafaella Gonçalves Gonzales, UNISA

Médica. Faculdade de Medicina da Universidade Santo Amaro (UNISA).

Ronaldo Sérgio Siqueira Paiva Filho, HRSAJ

Médico Residente em Ortopedia e Traumatologia. Hospital Regional Santo Antônio de Jesus (HRSAJ).

Lucca Aires Porto Rodrigues, FAMINAS

Médico pela Faculdade de Minas de BH (FAMINAS BH) e Residente de Cirurgia Geral pelo Hospital Santa Rita, MG.

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Publicado

2026-08-13

Como Citar

Fonseca, T. N. da, Gonzales, R. G., Paiva Filho, R. S. S., & Rodrigues, L. A. P. (2026). MANEJO CIRÚRGICO E BIOLÓGICO DA ARTROFIBROSE GRAVE PÓS-CIRÚRGICA NO JOELHO: PREDITORES DE FALHA NA LIBERAÇÃO ARTROSCÓPICA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–23. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29411