"UMA PINTURA DE TODA A TERRA": A DESCRIÇÃO GEOGRÁFICA NA PROSA HISTÓRICA DO SÉCULO XVIII

Autores

  • Marcelo Kochenborger Scarparo UFRGS

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29372

Palavras-chave:

Academia dos Esquecidos. Ut pictura poesis. Theatrum mundi.

Resumo

Esta investigação tem por objetivo analisar as descrições do espaço nas "dissertações históricas" produzidas pela Academia Brasílica dos Esquecidos (Salvador, 1724-1725). Tais dissertações inseriram-se na prosa histórica constituída na época e  foram divididas pelos acadêmicos em história política, militar, eclesiástica e natural. A discussão de algumas práticas e concepções sócio-políticas e culturais do Antigo Regime português se incorpora neste trabalho ao lado da leitura retórica, a fim de embasar nossas análises. Em especial, consideramos a pertinência das tópicas retóricas theatrum mundi e ut pictura poesis para uma compreensão dos aspectos geográficos na historiografia produzida no contexto dessa academia letrada. O trabalho demonstra o emprego dessas tópicas, pelos intelectuais luso-americanos, para construção de uma paisagem, partindo do desenho de um cenário para a narração de ações humanas sobre ele. Em um contexto de grandes transformações no campo do Direito Internacional, associava-se a temática do providencialismo às descrições geográficas a fim de produzir uma imagem do Império Português desde uma perspectiva americana.

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Biografia do Autor

Marcelo Kochenborger Scarparo, UFRGS

Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), Técnico em Assuntos Educacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).  

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Publicado

2026-08-13

Como Citar

Scarparo, M. K. (2026). "UMA PINTURA DE TODA A TERRA": A DESCRIÇÃO GEOGRÁFICA NA PROSA HISTÓRICA DO SÉCULO XVIII. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29372