"UMA PINTURA DE TODA A TERRA": A DESCRIÇÃO GEOGRÁFICA NA PROSA HISTÓRICA DO SÉCULO XVIII
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29372Palavras-chave:
Academia dos Esquecidos. Ut pictura poesis. Theatrum mundi.Resumo
Esta investigação tem por objetivo analisar as descrições do espaço nas "dissertações históricas" produzidas pela Academia Brasílica dos Esquecidos (Salvador, 1724-1725). Tais dissertações inseriram-se na prosa histórica constituída na época e foram divididas pelos acadêmicos em história política, militar, eclesiástica e natural. A discussão de algumas práticas e concepções sócio-políticas e culturais do Antigo Regime português se incorpora neste trabalho ao lado da leitura retórica, a fim de embasar nossas análises. Em especial, consideramos a pertinência das tópicas retóricas theatrum mundi e ut pictura poesis para uma compreensão dos aspectos geográficos na historiografia produzida no contexto dessa academia letrada. O trabalho demonstra o emprego dessas tópicas, pelos intelectuais luso-americanos, para construção de uma paisagem, partindo do desenho de um cenário para a narração de ações humanas sobre ele. Em um contexto de grandes transformações no campo do Direito Internacional, associava-se a temática do providencialismo às descrições geográficas a fim de produzir uma imagem do Império Português desde uma perspectiva americana.
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