PORTUGUÊS COMO LÍNGUA DE ACOLHIMENTO NA ESCOLA PÚBLICA: EXPERIÊNCIA DE ACOLHIMENTO LINGUÍSTICO E CULTURAL COM ESTUDANTES VENEZUELANOS EM MARIANA, MINAS GERAIS

Autores

  • Anelise Fonseca Dutra UFOP
  • Almiro Ebani de Mello Neto Universidade Federal de Ouro Preto image/svg+xml
  • Bianca Martins Abreu Souza UFOP

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29272

Palavras-chave:

Português como Língua de Acolhimento. Migração venezuelana. Escola pública. Interculturalidade.

Resumo

O artigo analisa uma experiência de acolhimento linguístico e cultural desenvolvida pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa em Línguas da Universidade Federal de Ouro Preto (NEPLI/UFOP) com estudantes venezuelanos matriculados em uma escola pública municipal de Mariana, Minas Gerais. A investigação parte do aumento da presença venezuelana em municípios do interior mineiro, em decorrência da interiorização migratória, e focaliza os desafios escolares produzidos pela chegada de crianças e adolescentes com repertórios linguísticos, culturais e trajetórias de deslocamento distintas. O objetivo geral consiste em analisar as ações realizadas no contexto escolar, a proposta de curso de Português como Língua de Acolhimento (PLAc) dirigida às famílias e as condições institucionais, pedagógicas e sociais que marcaram sua implementação. Trata-se de um relato de experiência de base qualitativa, com aproximações à pesquisa-ação, sustentado pelos relatos da coordenação e dos bolsistas envolvidos, bem como por questionários respondidos por três professores que receberam alunos venezuelanos. A análise organizou-se em eixos relativos ao acolhimento escolar, à aquisição do português, ao letramento, à dimensão emocional do deslocamento, às relações interculturais e à adesão familiar. Os resultados indicam avanços na comunicação oral dos estudantes, persistência de dificuldades na leitura, na escrita e na rotina escolar, a relevância da mediação docente e os limites das ações locais. A ausência de famílias no curso de PLAc revelou barreiras ligadas à desconfiança institucional, ao baixo letramento e às condições materiais de participação. Conclui-se que o PLAc exige confiança, continuidade institucional, formação docente e articulação intersetorial.

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Biografia do Autor

  • Anelise Fonseca Dutra, UFOP

    Professora do curso de Letras da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). 

  • Almiro Ebani de Mello Neto, Universidade Federal de Ouro Preto

    Mestrando em Linguística Aplicada (Estudos da Linguagem) na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). 

  • Bianca Martins Abreu Souza, UFOP

    Graduada em Letras/Inglês (Licenciatura) pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

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Publicado

2026-08-04

Como Citar

Dutra, A. F., Mello Neto, A. E. de, & Souza, B. M. A. (2026). PORTUGUÊS COMO LÍNGUA DE ACOLHIMENTO NA ESCOLA PÚBLICA: EXPERIÊNCIA DE ACOLHIMENTO LINGUÍSTICO E CULTURAL COM ESTUDANTES VENEZUELANOS EM MARIANA, MINAS GERAIS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(8), 1-24. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29272