FORMAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS E PIBID EQUIDADE: RESSIGNIFICANDO PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27563Palavras-chave:
Educação Escolar Indígena. Formação Docente. PIBID Equidade. Conhecimentos Indígenas.Resumo
Este artigo analisa a experiência de formação continuada com professoras indígenas no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID, modalidade Equidade. A atividade foi desenvolvida por licenciandas do curso de Formação de Professores Indígenas - FPI, que analisaram criticamente o Caderno do Futuro de Língua Portuguesa, destinado ao 1º ano do Ensino Fundamental. As estudantes identificaram inadequações do material em relação à realidade sociocultural e linguística de suas comunidades e, a partir dessa crítica, elaboraram proposta de ressignificação pedagógica, incorporando elementos de seus territórios, línguas e práticas culturais. O estudo adotou abordagem qualitativa, participativa e formativa-reflexiva, reconhecendo as alunas como protagonistas do processo. Os resultados apontam que a ressignificação de materiais didáticos, mais do que adaptação técnica, constitui ato político-pedagógico de resistência, em diálogo com a interculturalidade crítica e a pedagogia decolonial. Conclui-se que a experiência pode contribuir para a autonomia das licenciandas e para a valorização dos conhecimentos indígenas, reforçando o potencial do PIBID Equidade como política pública para a formação docente diferenciada.
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